Foto: Ascom IPE Saúde
Em entrevista coletiva após um evento no Palácio Piratini durante esta quinta-feira, o governador Eduardo Leite classificou como “gambiarra” a atual forma como o IPE Saúde paga os valores dos medicamentos aos hospitais credenciados para atender ao plano de saúde dos servidores. Ao longo do tempo, a prática do sobrepreço foi utilizada para suprir a defasagem do valor que é pago a procedimentos oferecidos pelos hospitais.
“Nós fizemos uma reestruturação do IPE a partir da contribuição feita pelo o usuário do plano. E estamos realizando agora os ajustes na forma como o instituto paga os seus prestadores de serviço. E nessa reestruturação, envolve aumentos de valores pelas consultas, pelas visitas médicas, procedimentos e também revisão naquilo que se considerava uma gambiarra, onde havia uma folga de remuneração feita pelo IPE Saúde como forma de sustentar a deficiência, o déficit em outras áreas. A gente quer trazer isso para a regularidade, que sejam valores compatíveis com os custos que se apuram. Naturalmente, isso gera, às vezes, algum estresse. Mas tenho confiança que no bom diálogo a gente vai atingir o resultado esperado, que é a justa remuneração aos prestadores de serviços e dentro do que é adequado, tendo em vista os custos que existem no setor “, ponderou.
Em fevereiro, o IPE Saúde publicou as normativas que alteram o modelo de remuneração dos hospitais credenciados ao sistema. A mudança prevê reajustar taxas, diárias e serviços em até 90%, conforme comunicado divulgado pela autarquia.
Os medicamentos e as dietas serão remunerados pelo valor de mercado do princípio ativo, e não mais pela marca do laboratório, “corrigindo uma distorção e passando, assim, a apenas ressarcir os medicamentos utilizados”, o que, na avaliação do instituto, segue “a legislação e as melhores práticas das operadoras de saúde no mercado”. No entanto, o Piratini após pressão de entidades que representam as instituições de saúde adiou em 30 dias a vigência das novas regras.
O IPE Saúde diz que a mudança na remuneração de remédios e demais insumos é uma exigência da Contadoria e Auditoria-Geral do Estado (Cage) e uma recomendação do Ministério Público
Ontem, a reportagem da Acústica mostrou que plano de saúde dos servidores do Estado do Rio Grande do Sul perdeu 30 mil usuários nos primeiros meses após a entrada em vigor de novas alíquotas( 3,1% para 3,6%) e da contribuição por dependentes.
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