PIB do Rio Grande do Sul cresce acima do Brasil em 2024. Foto: Airton Lemos
Mesmo com a enchente de maio, a economia gaúcha cresceu 4,9% em 2024, acima dos 3,4% registrados no Brasil. O dado positivo tem como motor a agropecuária.
Segundo o governo do Estado, números do Produto Interno Bruto (PIB) gaúcho mostram que os resultados do campo, com alta de 35,0% na comparação com o ano anterior, impactaram diretamente o crescimento.
“Apesar dos impactos do desastre climático de maio na economia, o PIB do Rio Grande do Sul cresceu acima da média nacional no ano.
Esse resultado se deve, principalmente, à recuperação da safra agrícola, mas também ao aumento das vendas no comércio, impulsionado, em parte, por transferências de renda e pelo maior gasto privado na recomposição de bens, além da expansão da construção civil no segundo semestre do ano, estimulada por obras de reconstrução”, explica Martinho Lazzari, economista do DEE.
O Piratini avalia que os programas sociais elaborados durante as cheias de maio foram fundamentais para o crescimento, mesmo com o evento climático extremo.
“As medidas diversas do governo do Estado, associadas às do governo federal, conseguiram garantir um processo de crescimento, ainda que em um contexto absolutamente adverso que tivemos no ano passado”, salientou Leite.
“A gente vê que a gente conseguiu produzir em patamares mais próximos daquilo que seria esperado se não tivesse tido a calamidade. Mas parte disso foi por causa dos auxílios; a outra foi por causa da reposição.
Então, dando um exemplo bem simples: se eu tenho uma casa e ela não é atingida por uma enchente, eu não vou comprar uma nova residência para substituir a minha”, acrescentou o diretor do DEE, Pedro Zuanazzi.
Os outros dois grandes segmentos da economia tiveram desempenhos distintos: os Serviços tiveram alta de 3,5%, enquanto a Indústria apresentou oscilação de -0,4% no mesmo período.
Quando considerado apenas o quarto trimestre do ano de 2024, o Rio Grande do Sul teve alta de 1,0% no PIB em relação ao trimestre anterior, enquanto o país registrou oscilação de 0,2%.
No período, a Agropecuária registrou queda de 4,9%, enquanto a Indústria avançou 0,7% e os Serviços cresceram 1,1%.
O resultado do acumulado do ano e do quarto trimestre de 2024 da economia do Rio Grande do Sul foi divulgado nesta quinta-feira (23/3) pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE).
Embora o comportamento da economia gaúcha seja difícil de prever, para 2025 os técnicos alertam para dois fatores que podem impactar o PIB: a estiagem, que afetou as lavouras de soja, e a decisão anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de aplicar uma tarifa de 10% sobre produtos brasileiros.
O país norte-americano é o segundo maior parceiro comercial do Rio Grande do Sul, o que pode influenciar as exportações do estado.
Nos Serviços, as sete atividades consideradas no cálculo do PIB registraram desempenho positivo em 2024, com destaque para os números do Comércio (+7,1%), Outros Serviços (+4,6%), Serviços de Informação (+3,8%) e Transporte, Armazenagem e Correio (+3,6%).
Das 10 atividades do Comércio, as principais altas vieram nos setores de Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo (+11,4%), Comércio de Veículos (+10,7%), Artigos Farmacêuticos, Médicos, Ortopédicos, de Perfumaria e Cosméticos (+10,8%), Materiais de Construção (+9,5%) e Móveis e Eletrodomésticos (+13,4%).
Após a estiagem de 2023, a recuperação na produção da Soja (+43,8%) foi o principal destaque da Agropecuária no acumulado de 2024. O segmento também registrou crescimento nas lavouras de Milho (+13,9%) e Trigo (+41,2%), enquanto o Arroz (+0,3%) apresentou estabilidade na produção anual e a Uva (-24,2%) e o Fumo (-3,9%) tiveram queda na produção total.
Em um ano impactado ainda pelos eventos climáticos extremos no território gaúcho, a Indústria apresentou oscilação de -0,4%, influenciada pelo recuo de 2,5% da Indústria de Transformação, setor industrial mais representativo do semento no Estado. Os demais setores apresentaram resultados positivos, com alta na Indústria Extrativa (+3,0%), Construção (+3,5%) e da Atividade de Eletricidade e Gás, Água, Esgoto e Limpeza Urbana ((+11,5%).
Das 14 atividades da Indústria de Transformação, sete apresentaram alta, entre elas a de Produtos Derivados do Petróleo e Biocombustíveis (+16,8%), Móveis (+11,0%) e Celulose, Papel e Produtos de Papel (+6,3%). Entre as principais baixas estão a de Máquinas e Equipamentos (-18,8%), Bebidas (-13,2%) e Veículos Automotores, Reboques e Carrocerias (-3,2%).
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