Instalado em um casarão do século 19, próximo à igreja do Senhor do Bonfim, o Mont Serrat, em Salvador, na Bahia, abriga hoje o primeiro hospital de cuidados paliativos do Sistema Único de Saúde (SUS).
O espaço, que já foi o antigo hospital de infectologia Couto Maia, é dedicado exclusivamente a pacientes em estado grave, sem possibilidade de cura, oferecendo acolhimento e alívio do sofrimento físico e emocional.
No local, o foco não é a morte, mas o cuidado enquanto houver vida. O hospital dispõe de 70 leitos e proporciona aos pacientes e suas famílias um ambiente humanizado, onde o conforto e o respeito são prioridades.
O Mont Serrat não é um hospital tradicional. Nos corredores dos quatro pavilhões não existem salas de reanimação ou UTI, recursos que seriam incompatíveis com a proposta de cuidados paliativos.
Os médicos do hospital acreditam que colocar pacientes em estado avançado em tratamentos intensivos é como “forçá-los a correr uma maratona, causando mais sofrimento”. Em vez disso, é oferecido momentos para contemplar o pôr do sol, pedir desculpas, agradecer, dizer eu te amo e se despedir.
Para ser admitido no Mont Serrat, o paciente precisa ser encaminhado por uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e apresentar diagnóstico de doença grave com expectativa de vida de até seis meses. O objetivo é proporcionar conforto e apoio em uma fase delicada, tanto para o paciente quanto para seus familiares.




