Comuns no nosso cotidiano, os microplásticos são pedaços minúsculos que se formam a partir da degradação de plásticos maiores. Medem entre 1 micrômetro e 1 milímetro e já foram encontrados no ar, na água e até dentro do corpo humano.
Um estudo da Universidade do Novo México apontou que a quantidade dessas partículas no cérebro pode ser equivalente ao peso de uma colher de plástico. Outras pesquisas também ligam os microplásticos a doenças como Parkinson, além de já terem sido detectados em órgãos como coração, artérias e pulmões.
Arroz também acumula plástico
O arroz, alimento presente na mesa da maioria dos brasileiros, não escapa. Uma pesquisa do Journal of Hazardous Materials revelou que cada 100 gramas de arroz cru podem conter de 3 a 4 miligramas dessas partículas — no arroz pré-cozido, a concentração chega a 13 miligramas.
Lavar bem os grãos antes do preparo pode diminuir o risco em até 40%. Dar preferência a produtos a granel ou orgânicos também é uma medida eficaz.
Frutas e legumes sob alerta
Maçãs e cenouras estão entre os alimentos com maior presença de microplásticos. Um estudo da Environmental Research mostrou que uma maçã pode conter até 44,6 milhões de partículas e uma cenoura de tamanho médio, 14,7 milhões.
Escolher frutas frescas, que não estejam embaladas em plástico, e higienizá-las corretamente, retirando a casca sempre que possível, é uma forma de proteção.
Sal e cerveja carregam resíduos dos oceanos
O sal marinho é outro exemplo de como a poluição afeta nossa alimentação. Amostras analisadas por cientistas mostraram até 1.155 partículas por quilo do produto. A explicação está na contaminação das águas do oceano, onde esse tipo de sal é coletado.
Já na cerveja, o problema pode estar na água utilizada no processo de fabricação ou até nas partículas que se desprendem das tampas das garrafas. Uma análise feita com rótulos alemães encontrou entre 2 e 79 partículas por litro. Cervejarias que utilizam água filtrada e práticas sustentáveis são uma opção mais segura.
Água engarrafada: um dos piores vilões
A água mineral em garrafas plásticas pode conter entre 325 e 10 mil partículas por litro. A fonte dessa contaminação é, muitas vezes, o próprio processo de envase.
Uma alternativa saudável é consumir água filtrada da torneira e guardá-la em garrafas de vidro ou inox.
Mariscos acumulam microplásticos ao longo da vida
Camarões e outros mariscos funcionam como filtros vivos, absorvendo partículas do ambiente onde vivem. Estudo publicado na revista Frontiers encontrou até 10,7 partículas por grama nesses alimentos.
Para quem busca reduzir o consumo de microplásticos, é recomendável apostar em fontes de proteína de menor risco, como peixes sustentáveis, frango ou alimentos vegetais.




