A proposta do governo federal para reformular o Imposto de Renda deve beneficiar cerca de 10 milhões de brasileiros com isenção total ou parcial. Isso representa 90% dos contribuintes que fazem a declaração atualmente, segundo reportagem publicada pela DW.
A nova regra prevê que quem recebe até R$ 5 mil por mês esteja isento. Já os salários entre R$ 5 mil e R$ 7 mil terão desconto progressivo. Por exemplo: quem ganha R$ 5,5 mil pagará apenas 25% do valor cheio. Para rendas de R$ 6 mil, o desconto será de 50%. Já quem recebe R$ 6.500 terá redução de 25% no imposto. Acima de R$ 7 mil, a cobrança seguirá a tabela normal.
Atualmente, estão livres do IRPF apenas os contribuintes que recebem até dois salários mínimos (R$ 3.036). Com as mudanças, esse limite aumenta consideravelmente, aliviando o bolso da classe média.
Alíquota minínima para super-ricos
Para compensar a queda na arrecadação, o governo propõe uma alíquota mínima para os super-ricos. Brasileiros com rendimento mensal acima de R$ 50 mil deverão pagar pelo menos 10% de imposto, mesmo que tenham formas de dedução. A medida pode atingir cerca de 141 mil pessoas, o que representa apenas 0,13% dos contribuintes do país.
O projeto também define escalas para rendas anuais a partir de R$ 600 mil. Quem ganha R$ 750 mil por ano pagará alíquota mínima de 2,5%. Para quem recebe R$ 900 mil, a cobrança será de 5%. Rendas de R$ 1,05 milhão terão imposto de 7,5%, chegando ao teto de 10% para os que faturam acima de R$ 1,2 milhão ao ano.




