Quase 1 milhão de famílias deixarão de receber o Bolsa Família neste mês de julho. Segundo o Governo Federal, o motivo é positivo: essas famílias conseguiram melhorar sua renda.
Entre os desligados, 385 mil domicílios ultrapassaram o limite de renda per capita de R$ 706 (meio salário mínimo), o que exclui automaticamente o direito ao benefício.
Outras 536 mil famílias chegaram ao fim do período de 24 meses da chamada Regra de Proteção. Essa regra permite que o beneficiário continue recebendo 50% do valor mesmo após elevar a renda, desde que não ultrapasse o teto de meio salário mínimo por pessoa.
Quem sair agora do programa continua amparado por outro mecanismo: o Retorno Garantido. Se a renda da família voltar a cair e ela se enquadrar novamente nos critérios de pobreza, será reintegrada automaticamente ao Bolsa Família, sem a necessidade de novo cadastro.
A modernização do Cadastro Único em março agilizou a análise de dados. A integração com outras bases do Governo Federal, como o CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais), permite a atualização automática da renda familiar.
Com isso, o processo de entrada e saída do Bolsa Família ficou mais dinâmico e transparente, garantindo que o benefício chegue a quem realmente precisa.




