O Brasil retirou 3,5 milhões de pessoas da pobreza apenas entre janeiro e julho de 2025. A informação foi confirmada por Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, durante o programa Bom Dia, Ministro, transmitido pelo Canal Gov.
O ministro destacou que o resultado vem da combinação entre geração de empregos e iniciativas que incentivam o empreendedorismo, como o programa Acredita no Primeiro Passo.
Com o crescimento da renda, cerca de 958 mil famílias deixaram de receber o Bolsa Família neste mês. Muitas delas passaram pela chamada Regra de Proteção, que permite continuar no programa por até dois anos mesmo após o aumento da renda mensal. Destas, 536 mil famílias se enquadram nessa regra.
Quando a renda ultrapassa R$ 218 por pessoa, mas permanece abaixo de meio salário mínimo, a família continua recebendo 50% do valor do benefício. Após o período de 24 meses, quem volta à situação de vulnerabilidade tem prioridade para reingressar no programa por meio da medida chamada Retorno Garantido.
Aumento de renda e empreendedorismo
Além das famílias desligadas pela Regra de Proteção, outras 385 mil superaram meio salário mínimo de renda por pessoa e deixaram o programa. Segundo dados do Caged, 98,8% das vagas de emprego com carteira assinada abertas em 2024 foram ocupadas por pessoas do CadÚnico — e a maioria eram beneficiários do Bolsa Família.
Wellington Dias também ressaltou a importância da educação como ferramenta de transformação. O programa Acredita no Primeiro Passo tem papel importante nesse cenário.
Com microcrédito de juros reduzidos e apoio de instituições financeiras, a ação atende pessoas de 16 a 65 anos cadastradas no CadÚnico. A prioridade é para públicos historicamente vulneráveis, como mulheres, negros, pessoas com deficiência e comunidades tradicionais.
Segundo o ministro, já foram liberados R$ 14 bilhões em crédito para áreas rurais e cerca de R$ 10 bilhões para negócios urbanos. Os setores vão desde produção de alimentos a transporte de trabalhadores.




