A famosa Linha 17-Ouro do monotrilho de São Paulo finalmente ganhou uma nova previsão de estreia: março de 2026. O anúncio foi feito pelo presidente do Metrô, Julio Castiglioni, que garantiu que todos os trens estarão em funcionamento até setembro do mesmo ano.
A novidade desta vez está na força por trás do projeto. A gigante chinesa BYD, conhecida pelos carros elétricos, é a nova fornecedora dos trens e será responsável por parte das obras. A operação ficará a cargo da ViaMobilidade, a mesma empresa que já atua nas linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda.
A BYD SkyRail, divisão da empresa no Brasil, já começou a fabricar as composições em Shenzhen, na China. A expectativa é que os trens cheguem ao país ainda em 2025. A fabricante também será responsável por sistemas de controle e sinalização, com tecnologia de condução totalmente autônoma. Vale lembrar que a BYD já tem dois trens no pátio (um deles tendo sido entregue em outubro de 2024) e tem mais dois que estão no Porto de Santos aguardando a subida para o pátio Agua Espraiada.
O modelo adotado é o SkyRail, um monotrilho automatizado que promete mais eficiência e menos atrasos no futuro. Segundo o governo paulista, a experiência da empresa em transporte sobre trilhos deve acelerar a entrega e evitar novos entraves.
Promessa desde a Copa de 2014
Anunciada originalmente como solução de mobilidade para a Copa do Mundo de 2014, a Linha 17 acabou se tornando símbolo de atrasos. A proposta era ligar o Aeroporto de Congonhas à rede de metrô, mas o projeto enfrentou paralisações, troca de empresas, processos judiciais e uma série de aditivos.
Agora, com o reforço internacional da BYD, o cenário parece mais otimista.
Ao todo, a futura Linha 17-Ouro terá 6,7 km de extensão e contará com oito estações. Haverá integração com as Linhas 9-Esmeralda da CPTM e 5-Lilás do metrô, além de um acesso direto ao Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital.
O investimento total é estimado em R$ 5,8 bilhões. Se o cronograma for seguido à risca, o início da operação comercial deve acontecer pouco antes das eleições municipais de 2026, o que também tem forte peso político.
Para moradores da região sul de São Paulo e usuários frequentes do aeroporto, essa será a primeira ligação direta com a malha metroviária. A chegada da Linha 17 representa não só um alívio no trânsito da cidade, como também a chance de resgatar a credibilidade de obras públicas paradas há anos.




