O Banco Central anunciou que ainda existem recursos esquecidos em instituições financeiras de todo o país. O valor acumulado chega a R$ 10,56 bilhões, segundo levantamento com dados até junho.
Desse total, R$ 8,03 bilhões pertencem a 48,2 milhões de pessoas físicas. Já as empresas somam R$ 2,53 bilhões, envolvendo 4,43 milhões de CNPJs.
Quem pode sacar os valores?
O dinheiro a receber pode vir de diferentes situações. Entre elas, contas encerradas, tarifas cobradas de forma indevida e cotas de consórcios finalizados. Tanto pessoas físicas quanto jurídicas têm direito ao resgate.
No caso de clientes falecidos, o saque só pode ser feito por herdeiros, inventariantes, representantes legais ou pessoas com testamento válido. Para isso, é exigido o preenchimento de um termo de responsabilidade.
Embora o cronograma inicial tenha fixado 16 de outubro de 2024 como data final, o Ministério da Fazenda informou que não há prazo limite para buscar os valores. Isso significa que ainda é possível consultar e pedir o dinheiro esquecido.
Como consultar?
A verificação deve ser feita exclusivamente no site oficial do Banco Central: valoresareceber.bcb.gov.br. Basta inserir CPF ou CNPJ e seguir as instruções.
Se houver valores disponíveis, o sistema pede o registro de uma chave PIX para devolução imediata. Quem não possui chave deve procurar a instituição financeira para combinar a retirada ou cadastrar uma antes de retornar ao sistema.
E no caso de pessoas falecidas?
A consulta também pode ser feita no site do Banco Central. No entanto, é preciso comprovar vínculo legal com o titular, apresentando documentos exigidos para herdeiros ou representantes. Só assim o dinheiro esquecido pode ser liberado.




