O Google escapou de uma das punições mais duras no processo antitruste que enfrenta nos Estados Unidos. Nesta terça-feira (2), o juiz federal Amit Mehta decidiu que a empresa não precisará vender o navegador Chrome, como havia sido solicitado pelo Departamento de Justiça norte-americano.
A ação, movida em 2020, acusava a gigante da tecnologia de manter um monopólio no mercado de buscas online. O governo alegava que o Google dominava quase 90% das pesquisas feitas na internet, faturando bilhões de dólares por ano.
Contratos exclusivos estão proibidos
Embora não tenha obrigado a venda do Chrome, o juiz proibiu que a companhia firme contratos de exclusividade em serviços de busca. Além disso, o Google será obrigado a compartilhar parte dos resultados e dados com concorrentes considerados “qualificados”.
Na prática, a decisão preserva a estrutura da Alphabet, controladora do Google, mas abre espaço para que rivais tenham acesso a informações antes restritas. Ainda assim, a empresa anunciou que pretende recorrer.
Caso histórico na tecnologia
O julgamento é visto como o maior caso de monopólio envolvendo o setor de tecnologia nas últimas décadas. É também o primeiro processo dessa natureza a chegar até a fase de definição de medidas para restaurar a concorrência.
Apesar da vitória parcial, a disputa judicial ainda deve se prolongar nos tribunais. A decisão desta semana mostra que o governo norte-americano tenta impor limites ao poder das big techs, mas sem desmembrá-las de imediato.




