O governo federal divulgou no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) as estimativas para o salário mínimo nos próximos anos. Segundo a projeção, em 2026 o piso nacional deve chegar a R$ 1.631, o que representa alta de 7,44% em relação ao valor atual de R$ 1.518.
O cronograma segue até 2029, quando o salário mínimo poderá atingir R$ 1.925. Antes disso, a previsão é de R$ 1.724 em 2027 e R$ 1.823 em 2028. A fórmula de cálculo leva em conta dois fatores: a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).
Cada real acrescentado ao salário mínimo gera um aumento de aproximadamente R$ 400 milhões nas despesas da União. Isso acontece porque o piso é usado como base para benefícios previdenciários e trabalhistas, como aposentadorias e seguro-desemprego. Dessa forma, os reajustes trazem ganhos aos trabalhadores, mas também ampliam a pressão sobre o orçamento.
Mudanças na regra de cálculo
Desde 2023, voltou a vigorar o modelo que considera a inflação acumulada no ano anterior somada ao crescimento do PIB de dois anos antes. Em 2024, no entanto, o governo instituiu um limite para o aumento real, que pode variar de 0,6% a 2,5% acima da inflação. A medida faz parte da estratégia de controle fiscal.
A proposta do governo busca dar reajustes que preservem o poder de compra da população, sem comprometer a sustentabilidade das contas públicas. A ideia é manter ganhos reais, mas dentro de margens que evitem desequilíbrios no orçamento federal.




