A Colossal Biosciences, empresa de biotecnologia do Texas, anunciou avanços no desenvolvimento de um dodô geneticamente recriado. A ave gigante, incapaz de voar, desapareceu há cerca de 400 anos e se tornou um ícone da extinção.
Segundo os pesquisadores, eles conseguiram cultivar células especializadas do dodô, usando como referência seu parente vivo mais próximo, a pomba Nicobar, pertencente à mesma família. A ideia é aplicar técnicas semelhantes para avançar no projeto.
Embora ainda esteja distante de criar um dodô vivo, caminhando e praticamente idêntico ao original, a Colossal considera o progresso alcançado um “marco fundamental” na pesquisa.
Experimentos com outras espécies extintas
A Colossal tem gerado tanto entusiasmo quanto polêmica. Em abril, a companhia anunciou a “ressurreição” de três filhotes de lobo-das-terríveis, extinto há 10 mil anos, utilizando DNA antigo, clonagem e edição genética do genoma do lobo-cinzento, um processo que chamam de “desextinção”.
Projetos semelhantes buscam trazer de volta outras espécies extintas, como o mamute-lanoso, o tilacino (tigre-da-Tasmânia) e o moa, outra ave incapaz de voar.
Nesta quarta-feira (17), a Colossal também informou que captou US$ 120 milhões em novo financiamento, elevando o total arrecadado desde 2021 para US$ 555 milhões (aproximadamente R$ 2,9 bilhões). A ciência envolvendo aves é mais complexa do que a dos mamíferos.




