{"id":3007,"date":"2025-08-09T20:45:00","date_gmt":"2025-08-09T23:45:00","guid":{"rendered":"https:\/\/acusticafm.com.br\/variedades\/?p=3007"},"modified":"2025-08-06T18:40:04","modified_gmt":"2025-08-06T21:40:04","slug":"descobertos-animais-de-75-mil-anos-em-caverna-norueguesa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acusticafm.com.br\/variedades\/descobertos-animais-de-75-mil-anos-em-caverna-norueguesa\/","title":{"rendered":"Descobertos animais de 75 mil anos em caverna norueguesa"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pesquisadores descobriram restos mortais de 46 esp\u00e9cies que habitaram a costa do \u00c1rtico europeu h\u00e1 cerca de 75 mil anos. O achado foi feito em uma caverna no norte da Noruega e representa o mais antigo registro de uma comunidade <a href=\"https:\/\/acusticafm.com.br\/variedades\/novo-pro-reitor-da-ufsm-e-um-animal-bem-famoso-no-rs\/\">animal<\/a> da Era Glacial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os f\u00f3sseis estavam preservados na Arne Qvamgrotta, uma caverna revelada por acaso nos anos 1990, durante a escava\u00e7\u00e3o de um t\u00fanel por uma mineradora. O local permaneceu praticamente intocado at\u00e9 2021 e 2022, quando escava\u00e7\u00f5es cient\u00edficas sistem\u00e1ticas foram realizadas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Mistura de mar e terra no ecossistema antigo<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre os animais identificados est\u00e3o urso-polar, baleia-da-Groenl\u00e2ndia, morsa, fradinho, lag\u00f3pode-branco, bacalhau-do-Atl\u00e2ntico, botos e at\u00e9 o \u00eaider-edred\u00e3o, um pato t\u00edpico da regi\u00e3o. O achado mais inusitado foi o de <a href=\"https:\/\/acusticafm.com.br\/variedades\/celula-que-dissolve-ossos-e-encontrada-em-cobras\/\">ossos<\/a> de l\u00eamures-de-colar, esp\u00e9cie extinta que jamais havia sido registrada na Escandin\u00e1via.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dados sugerem que a costa norueguesa era praticamente livre de gelo naquela \u00e9poca. Esse cen\u00e1rio teria favorecido a presen\u00e7a de esp\u00e9cies migrat\u00f3rias, como as renas, cujos vest\u00edgios tamb\u00e9m foram encontrados no local.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo, publicado na revista <em>PNAS<\/em>, foi conduzido por cientistas da Universidade de Oslo e outras institui\u00e7\u00f5es europeias. Eles afirmam que a descoberta ajuda a entender como a fauna do \u00c1rtico reagia a mudan\u00e7as clim\u00e1ticas extremas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o pesquisador Sam Walker, o material oferece um raro retrato de um \u00c1rtico desaparecido. \u201cEsses f\u00f3sseis nos mostram como animais adaptados ao frio podem ser vulner\u00e1veis diante de altera\u00e7\u00f5es bruscas no clima\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Mudan\u00e7as de clima e risco de extin\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Walker alerta que os habitats \u00e1rticos est\u00e3o hoje mais fragmentados do que no passado. Isso dificulta ainda mais a migra\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies frente ao aquecimento global. Para ele, esse \u00e9 um dos principais riscos de extin\u00e7\u00e3o enfrentados por animais que dependem de ambientes gelados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 Sanne Boessenkool, coautora do estudo, destaca que s\u00e3o rar\u00edssimos os registros t\u00e3o antigos da vida no \u00c1rtico. Ela lembra que, diferentemente do passado \u2014 quando o clima voltou a esfriar \u2014, hoje o planeta passa por um processo acelerado de aquecimento. Isso coloca essas esp\u00e9cies numa situa\u00e7\u00e3o ainda mais delicada.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores descobriram restos mortais de 46 esp\u00e9cies que habitaram a costa do \u00c1rtico europeu h\u00e1 cerca de 75 mil anos. O achado foi feito em uma caverna no norte da Noruega e representa o mais antigo registro de uma comunidade animal da Era Glacial. 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