O casal de influenciadores Gladison Pieri e Pâmela Pavão, de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, indiciado pela Polícia Civil por crimes envolvendo rifas ilegais feitas por meio das redes sociais, aceitou fazer um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) com o Ministério Público (MP) para evitar o processo judicial.
Pieri e Pâmela respondem pelos crimes de exploração de jogos de azar, contra a economia popular, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Eles chegaram a ser presos durante a investigação, que descobriu que a dupla sorteava casas, apartamentos, motocicletas, motos aquáticas, dinheiro, carros e procedimentos estéticos, mas nem todos os prêmios eram entregues.
O promotor de justiça Tiago Moreira, responsável pelo caso, informou que pediu “prazo de 90 dias para a realização do Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) e, após autorização, está agendando data para audiências sobre os termos da medida”.
O advogado André Callegari, que defende o casal, disse que o acordo contempla os delitos de “exploração de jogo de azar, que inclui apenas as rifas feitas sem o intermédio de empresa de capitalização, e a lavagem de dinheiro”.
Influenciadores seguem com bens bloqueados pela justiça
Apesar do acordo, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 50 milhões em bens dos influenciadores, incluindo um apartamento de luxo em Balneário Camboriú (SC) e uma frota com cerca de 50 carros.
A investigação policial aponta que as rifas virtuais eram ilegais e que o casal manipulava os sorteios, além de desviar parte da arrecadação destinada a uma instituição social.
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