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Operação Patrulha prende abigeatários que agiram em Camaquã

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A Polícia Civil desencadeou, na manhã desta quinta-feira (25), a segunda fase da Operação Patrulha. A ação prendeu duas pessoas, que fazem parte de um grupo criminoso que praticou o crime de abigeato em Camaquã e Tapes, entre outros municípios do Estado. A operação, realizada por meio da Delegacia de Polícia Especializada na Repressão aos Crimes Rurais e de Abigeato (Decrab) de Bagé, também fechou quatro mercados e apreendeu aproximadamente 300 quilos de carne sem procedência ou imprópria para o consumo humano.

As ações foram realizadas na região metropolitana de Porto Alegre, onde as duas pessoas foram presas em flagrante. As investigações da operação denominada Patrulha iniciaram no mês de maio de 2018. A primeira fase da operação foi desencadeada no mês de novembro. Na ocasião, foram cumpridas mais de 100 ordens judiciais, entre elas 24 prisões preventivas e diversos mandados de busca e apreensão. Também foram presas quatro pessoas em flagrante e apreendidos nove veículos utilizados pelos investigados, maquinário de açougues e mercados e aproximadamente uma tonelada de carne sem procedência e imprópria para o consumo humano em estabelecimentos comerciais dos receptadores do gado furtado.

Segundo o delegado André Mendes, foi a primeira vez que mercados tiveram suas atividades suspensas judicialmente por conta de envolvimento no abigeato. “A representação foi realizada após constatação que a carne dos animais furtados estava sendo disponibilizada a venda, fato constatado na primeira fase da operação, onde grande quantidade de carne sem procedência foi apreendida”, explicou o delegado.

De acordo com o delegado Cristiano Ritta, o grupo criminoso investigado foi responsável pelo furto de mais de um milhão de reais em gado bovino e maquinário agrícola apenas no ano de 2018, tendo realizado ataques, conforme apurado pela Especializada, nos municípios de Sapucaia do Sul, Canoas, Esteio, Santo Antônio da Patrulha, Capão da Canoa, Novo Hamburgo, São Leopoldo, Gravataí, Montenegro, Maquiné, Cachoeirinha, Eldorado do Sul, Tapes, Camaquã, Sentinela do Sul, Glorinha, Picada Café, Arroio dos Ratos, Encruzilhada do Sul e Campo Bom, ente outros locais. “Já são mais de vinte inquéritos policiais instaurados e com autoria identificada”, afirmou Ritta.

A operação leva o nome de Patrulha por ter sido no município de Santo Antônio da Patrulha o abigeato que deu origem a investigação que resultou na descoberta da organização criminosa.