O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) anunciou que, a partir da próxima quinta-feira (19), os médicos anestesistas do Hospital Nossa Senhora Aparecida (HNSA), em Camaquã, irão suspender todos os atendimentos eletivos. A medida, de caráter por tempo indeterminado, é uma resposta à falta de pagamento dos honorários profissionais, que já acumulam seis meses em aberto.

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Segundo o Simers, a situação tornou-se insustentável, afetando não apenas a dignidade dos médicos, mas também a qualidade e a continuidade dos serviços oferecidos à população local. A categoria afirma que, ao longo dos últimos meses, buscou diversas alternativas para evitar a paralisação, incluindo tentativas de diálogo e o envio de ofícios à direção do hospital e à Prefeitura Municipal de Camaquã. No entanto, não houve retorno ou apresentação de propostas concretas para regularizar os pagamentos atrasados.
“Diante do silêncio das autoridades responsáveis e da ausência de um prazo para a quitação das pendências, a categoria médica deliberou pela suspensão dos procedimentos eletivos por tempo indeterminado”, destaca o sindicato, em nota oficial.
Apesar da paralisação dos atendimentos eletivos, o Simers garante que os casos de urgência e emergência continuarão sendo atendidos normalmente, de modo a não colocar em risco a saúde dos pacientes em situações críticas.
Confira a nota do Simers na íntegra:
Suspensão de Atendimentos Eletivos no Hospital Nossa Senhora Aparecida – Camaquã
O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) informa que, a partir do dia 19 de junho de 2025, os médicos anestesistas que atuam no Hospital Nossa Senhora Aparecida (HNSA), em Camaquã, suspenderão todos os atendimentos eletivos.
A decisão ocorre em razão da falta de pagamento de seis meses de honorários, situação insustentável que compromete não apenas a dignidade dos profissionais, mas também a qualidade e a continuidade dos serviços prestados à população.
Apesar de diversas tentativas de diálogo e da formalização de ofícios encaminhados à direção do hospital e à Prefeitura Municipal de Camaquã, não houve qualquer resposta ou proposta concreta de regularização dos valores em aberto.
Diante do silêncio das autoridades responsáveis e da ausência de um prazo para a quitação das pendências, a categoria médica deliberou pela suspensão dos procedimentos eletivos por tempo indeterminado. Permanecem garantidos os atendimentos de urgência e emergência.
O Simers reitera sua disposição para o diálogo e reforça que a regularização dos pagamentos é fundamental para a retomada dos atendimentos suspensos.
Porto Alegre, 16 de junho de 2025.



