Em entrevista concedida à Rádio Acústica FM, a diretora do Simers, Renata Jaccottet, representante do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), detalhou os avanços conquistados para os médicos anestesistas do Hospital Nossa Senhora Aparecida (HNSA), em Camaquã. Após denúncias de salários atrasados, dois meses em 2023 e quatro meses em 2024, o Simers intermediou uma reunião entre os profissionais e a direção do hospital, resultando em um acordo para o parcelamento dos valores devidos a partir de agosto deste ano.

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Segundo Renata, o compromisso firmado prevê não apenas o pagamento dos atrasados, mas também a regularização dos salários atuais, que passarão a ser pagos em dia. O novo contrato dos anestesistas também trará uma valorização profissional, reconhecendo a importância do trabalho destes médicos para o funcionamento do hospital.
“A aproximação entre o Simers e o hospital proporciona mais tranquilidade aos profissionais, que agora podem se concentrar no atendimento à população sem a insegurança dos atrasos salariais”, destacou a diretora sindical.
O cenário, porém, ainda é preocupante em outras cidades da região sul do Estado. Em São Lourenço do Sul, os médicos estão sem contrato, o que tem obrigado o encaminhamento de pacientes para outros municípios. Já em Morro Redondo, os profissionais enfrentam salários atrasados desde março. Em Rio Grande, apesar de uma ameaça de interdição, que não chegou a ser efetivada, ainda existem valores em aberto a serem pagos aos médicos.
Apesar das dificuldades, a principal notícia positiva é o acordo firmado em Camaquã, que deve servir de exemplo para outras instituições. A expectativa é de que a regularização dos pagamentos traga mais estabilidade à equipe do Hospital Nossa Senhora Aparecida, beneficiando diretamente os pacientes que dependem do serviço.



