Triplo homicídio em Esteio

Perícia conclui que bebê de dois meses morreu por traumatismo craniano

Segundo o IGP, os exames indicaram o uso de arma branca, além de violência extrema contra os dois jovens, também vítimas do crime

A Polícia Civil recebeu, nesta segunda-feira, os laudos de necropsia elaborados pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP), que confirmam as causas das mortes de dois jovens e de um bebê de dois meses em Esteio. Eles foram assassinados na semana passada.

Foto: PCRS

Segundo a perícia, os exames indicam o uso de arma branca, além de violência extrema. Marcas de defesa foram identificadas nos corpos dos dois jovens.

Já o bebê faleceu em razão de um traumatismo craniano. Exames com luminol — reagente químico utilizado em investigações forenses para detectar sangue — identificaram vestígios de sangue no interior do veículo utilizado no crime.

As amostras foram encaminhadas para análise de DNA no Laboratório de Genética Forense do IGP.

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul também revelou outros avanços na investigação do triplo homicídio ocorrido no último domingo (20).

Quatro suspeitos foram identificados e estão sob custódia: dois adultos e dois adolescentes.

Imagens de câmeras de segurança

Na sexta-feira (25), a equipe da Polícia Civil obteve acesso a imagens de câmeras de segurança que registraram a movimentação de dois veículos nas proximidades do local do crime.

As gravações mostram a chegada de um dos carros por volta das 22h44min. Minutos depois, um segundo veículo aparece, de onde descem três pessoas.

Uma delas se dirige ao primeiro carro, enquanto as outras permanecem observando a rua. O veículo então deixa o local e segue até o ponto onde os corpos foram encontrados, permanecendo ali por cerca de 25 minutos.

Depoimento de testemunha

Na tarde desta segunda-feira (28), foi colhido o depoimento de uma testemunha que transportou três dos suspeitos até a região do crime.

A corrida foi solicitada por um dos adolescentes. Segundo o relato, os passageiros apresentavam comportamento exaltado e fizeram comentários que sugerem a premeditação do crime. Essas informações reforçam elementos já obtidos durante a investigação.

A delegada Marcela Smolenaars, responsável pelo caso, destacou em nota que a investigação segue em andamento, com novas diligências, análise de celulares e oitivas de testemunhas. Os quatro suspeitos permanecem reclusos: os adolescentes, internados; os adultos, com prisão preventiva decretada.

A perícia oficial também realizará exames para esclarecer aspectos técnicos fundamentais à conclusão do inquérito, incluindo a análise genética entre uma das vítimas e um dos investigados.

A família da mulher e do adolescente mortos constituiu advogada para representá-los como assistente de acusação no processo criminal.