Violência no RS

Homem recebe medida protetiva após ser agredido pelo ex-companheiro

Após o término da relação dos dois, Lei Maria da Penha foi utilizada para prevenir atos de violência

Na manhã do último domingo (03), o Juizado da Violência Doméstica de Santa Maria, na Região Central do Rio Grande do Sul, concedeu medida protetiva de urgência a um homem de 35 anos, vítima de agressões físicas e psicológicas por parte do ex-companheiro, após o término de uma relação homoafetiva de dois anos. A decisão foi fundamentada em entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que desde fevereiro deste ano permite a aplicação da Lei Maria da Penha em casos de violência doméstica envolvendo casais homoafetivos masculinos, desde que haja situação de vulnerabilidade.

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Foto: Acústica FM / Ilustração

A legislação, sancionada em 2006, visa proteger vítimas de violência doméstica por meio de medidas como a criação de juizados especializados, a concessão de medidas protetivas de urgência e a garantia de assistência às vítimas.

Medida protetiva foi emitida para evitar violências maiores contra a vítima

No caso de Santa Maria, a vítima denunciou uma série de agressões físicas — incluindo socos, chutes, mordidas — além de ameaças constantes, que continuaram mesmo após o término do relacionamento. O agressor também se recusou a deixar o imóvel compartilhado, agravando a situação de vulnerabilidade.

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A decisão judicial impôs ao agressor o afastamento imediato, a proibição de qualquer contato com a vítima, a obrigação de manter distância da residência, do local de trabalho e de estudo da vítima, além de determinar a desocupação do imóvel comum.

A medida protetiva reforça o entendimento de que a proteção às vítimas de violência doméstica deve abranger todos os tipos de relacionamento, independentemente da orientação sexual, garantindo segurança e direitos a quem sofre abusos.

Tags: Agressão, ex-companheiro, medida protetiva, Violência