Nas últimas semanas, chupetas de tamanho adulto têm ganhado visibilidade nas redes sociais, conquistando jovens de países como China, Estados Unidos e Brasil. O item, vendido em plataformas de comércio eletrônico, como o chinês Taobao, está sendo utilizado como auxílio para dormir e mecanismo de controle do estresse, exaltando uma sensação de segurança reminiscente da infância.

De acordo com informações veiculadas pelo New York Post, os preços dos modelos variam expressivamente, indo de 10 yuans (aproximadamente R$ 7) a 500 yuans (cerca de R$ 380) para os modelos mais sofisticados. Em depoimento ao South China Morning Post, um consumidor chinês compartilhou que, “quando estou sob pressão no trabalho, sinto uma sensação de segurança que vem da infância”.
Chupeta para adultos vem gerando reações adversas
A tendência provocou reações diversas nas redes sociais, especialmente no TikTok, onde vídeos de adultos utilizando chupetas em situações cotidianas — seja no trânsito, durante o expediente ou em momentos de crise de ansiedade — viralizaram. Um usuário norte-americano, identificado como dentista (@thebentist), afirmou manter o uso da chupeta por quatro anos, destacando que o objeto “não mexeu nos meus dentes”. Porém, nem todos os comentários foram de aprovação. Enquanto algumas pessoas sugerem alternativas, como mascar chiclete ou optar por um pirulito, outros brincam com referências a Sigmund Freud, ilustrando a polêmica em torno da prática.
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Entretanto, especialistas em saúde alertam para os potenciais riscos do uso prolongado desses dispositivos. O dentista Tang Caomin, de Chengdu, na província de Sichuan, criticou a minimização intencional dos riscos pelos vendedores, enfatizando que “ao chupar a chupeta por mais de três horas por dia, a posição dos seus dentes pode mudar depois de um ano”. Segundo o profissional, além do desalinhamento dos dentes, o uso contínuo pode limitar a capacidade de abertura da boca e causar incômodos na mastigação.
Enquanto o debate continua entre aqueles que veem na prática um gesto inofensivo e terapêutico e os profissionais de saúde que alertam para os possíveis danos, a discussão revela um novo capítulo na relação entre tradições nostálgicas e o conforto moderno. A tendência, que mobiliza opiniões em diferentes continentes, reflete o desejo de resgatar uma sensação de bem-estar, mesmo que à custa de controvérsias no campo da saúde.



