O urologista Rafael Fraga alertou, em entrevista ao programa Primeira Hora desta terça-feira (26), para a dificuldade de identificar casos de tuberculose na bexiga. A doença, mais comum nos pulmões, atingiu 80 mil novos pacientes no Brasil no último ano. Do total, 15% dos registros ocorrem fora do sistema respiratório.

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Na bexiga, a infecção apresenta sintomas semelhantes aos de uma cistite: dor e ardência ao urinar, presença de pus e aumento da frequência urinária. A diferença é que, nos exames de rotina, a urina não mostra bactérias ou germes. “Quando não há melhora com antibióticos, é preciso suspeitar de tuberculose”, explicou Fraga.
O diagnóstico, porém, é lento e complexo. O exame mais eficaz é um cultivo da urina que leva até 30 dias para confirmar a presença do bacilo. O tratamento exige de três a quatro medicamentos, administrados por nove meses, e só pode ser iniciado com confirmação laboratorial.
Segundo o médico, o Sistema Único de Saúde (SUS) fornece os remédios gratuitamente, mas exige a comprovação da doença. Em alguns casos, é necessário internar o paciente para realizar todos os testes disponíveis.
Fraga ressaltou que a tuberculose pode ser transmitida pela urina e até por contato sexual. Ele reforçou ainda a importância de investigar casos persistentes de sintomas urinários sem causa aparente.



