A Secretaria da Educação do Rio Grande do Sul (SEDUC-RS) informou que acompanha o caso de racismo ocorrido em uma escola estadual de Camaquã, após denúncias contra uma professora. Em nota enviada à Rádio Acústica FM nesta quinta-feira (11), a pasta afirmou que a estudante e sua família estão recebendo apoio por meio do Núcleo de Cuidado e Bem-Estar Escolar e que o afastamento da profissional foi solicitado.

Inicialmente, a professora foi afastada apenas das turmas da vítima e sua irmã mais nova, mas advogada Lillian Bartz, que representa a família, afirmou que o afastamento parcial não resolveu o problema, já que a professora continuava circulando no ambiente escolar. Segundo ela, a proximidade da profissional com a aluna, atualmente com 14 anos, gera medo e abalo psicológico, além de afetar o rendimento escolar da estudante.
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A defesa da vítima pretende ingressar com ação judicial para garantir a proteção da aluna.
O que diz a Secretaria da Educação
Em nota, a SEDUC destacou que o acompanhamento é realizado pela 12ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), que promoveu escuta com os colegas de turma e apoio à família. O coordenador regional, Filipe Quadros, confirmou que uma nova professora será contratada para a disciplina.
A pasta também reforçou a existência de políticas de combate ao racismo na rede estadual, entre elas:
- Protocolo de Prevenção e Combate à Violência Racial;
- Formação continuada de educadores em práticas antirracistas;
- Núcleo de Políticas Educacionais para Equidade;
- Implementação das Escolas Referência Antirracista.
A Secretaria afirmou ainda que mantém compromisso com uma educação inclusiva, que valorize a diversidade e assegure respeito e dignidade a todos os estudantes.
Contexto do caso
As denúncias contra a professora envolvem falas racistas, comentários homofóbicos e inserção de opiniões políticas em sala de aula. O episódio que motivou a reclamação ocorreu quando a docente respondeu de forma equivocada e considerada racista a uma pergunta sobre diferenças de cor da pele. De acordo com a denúncia, ela teria concordado com a sugestão de que “banho de cloro” poderia deixar alguém branco.
O nome da escola não foi divulgado para preservar a instituição e a identidade da estudante.
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