A enfermeira e ex-prefeita de Cristal, Fábia Almeida Richter, será a primeira titular da recém-criada Secretaria da Mulher do Rio Grande do Sul.

O anúncio oficial acontece nesta quarta-feira (24), às 17h, no Palácio Piratini, em ato conduzido pelo governador Eduardo Leite, seguido de coletiva de imprensa.
A nova pasta foi aprovada pela Assembleia Legislativa a partir de projeto enviado pelo Executivo e concentrará as políticas públicas voltadas às mulheres no Estado. A delegada Viviane Nery Viegas, doutoranda em Direito pela Universidade de Salamanca (Espanha), será a secretária-adjunta.
Experiência na gestão e no municipalismo
Fábia foi prefeita de Cristal por dois mandatos consecutivos e acumula prêmios pela atuação na saúde e na defesa dos direitos das mulheres, como o Prêmio Humanidades do Instituto da Pessoa, o Colar do Mérito Acadêmico e homenagens da Assembleia Legislativa. Ela é enfermeira, especialista em Gestão Hospitalar, mestranda em Recursos Humanos e integrante do movimento He For She, da ONU Mulheres.
Ao assumir a nova função, destacou o desafio de estruturar a pasta:
“O maior compromisso, para mim, é transformar discurso em prática, fazendo com que cada ação se traduza em resultados concretos na vida das gaúchas.”
Investimento de R$ 200 milhões
A Secretaria da Mulher reunirá iniciativas de áreas como saúde, educação, desenvolvimento profissional e segurança. Segundo o governo, serão quase R$ 200 milhões destinados em 2025 a projetos exclusivos ou majoritariamente voltados às mulheres. O orçamento da pasta para 2026 é de R$ 18 milhões
A estrutura contará com dois departamentos principais:
- Enfrentamento à Violência contra a Mulher
- Articulação e Cuidado Integral e Promoção à Autonomia Econômica
Esses órgãos irão atuar em sete eixos: prevenção, proteção, acolhimento, cuidado integral, inclusão produtiva, articulação e informação, além de identificação de casos.
Modelo inspirado em experiências nacionais
A formatação da secretaria foi conduzida pela Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), que consultou exemplos de outros Estados. O projeto de criação foi aprovado por unanimidade pela Assembleia Legislativa em agosto, após articulação da Procuradoria Especial da Mulher.
Competências
Entre as atribuições da pasta estão:
- Planejar e implementar políticas de promoção dos direitos das mulheres e campanhas educativas contra discriminação;
- Articular ações entre saúde, segurança, educação e assistência;
- Organizar a rede de acolhimento, como CRMs, Casas da Mulher e delegacias especializadas;
- Promover políticas de capacitação profissional e autonomia econômica;
- Implementar tecnologias para proteção rápida em situações de risco;
- Monitorar programas e resultados com base em evidências.



