O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) obteve nesta quinta-feira, 25, a condenação de um homem que matou a ex-companheira a facadas em Charqueadas, região metropolitana de Porto Alegre. O réu foi sentenciado a 16 anos, nove meses e 18 dias de prisão pelo feminicídio qualificado e a mais um ano, quatro meses e 15 dias por coação no curso do processo.

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O crime ocorreu em 4 de fevereiro de 2023. Segundo a denúncia, o homem atraiu a vítima sob o pretexto de receber dinheiro e a atingiu com um golpe no tórax. A facada perfurou pulmão e coração. Ferida, ela tentou buscar ajuda na casa de uma amiga, mas não resistiu.
A Justiça reconheceu o feminicídio qualificado pelo motivo fútil, pela dissimulação e pela condição de mulher da vítima, em contexto de violência doméstica. As investigações mostraram que o réu a ameaçava e agredia durante o relacionamento. Após a separação, as ameaças se intensificaram quando a vítima publicou uma campanha publicitária nas redes sociais, o que revelou comportamento possessivo.
A mulher reunia provas para registrar ocorrência contra o ex-companheiro, mas foi assassinada antes de formalizar a denúncia.
Além do homicídio, o réu também foi condenado por ameaçar gravemente uma testemunha, na tentativa de impedir a responsabilização criminal. Ele permaneceu foragido por mais de um ano e foi preso após ser localizado pela polícia.
A promotora Fernanda Magagnin, que atuou no julgamento, destacou que o caso evidencia a premeditação e a tentativa de obstrução da Justiça. Para ela, a condenação “representa avanço no combate à violência contra a mulher e reafirma o compromisso do Ministério Público em garantir justiça e proteção às vítimas”.



