Em uma decisão divulgada nesta terça-feira (30), um motorista foi condenado a seis anos de reclusão por homicídio com dolo eventual no trânsito em Camaquã. O julgamento ocorreu no Tribunal do Júri em 25 de setembro, culminando na sentença por um crime que chocou a comunidade local em 2013. A acusação, conduzida pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), sustentou que o réu assumiu o risco de causar a morte ao dirigir embriagado, atropelando e matando Vera Lucia Pereira da Rocha.

Motorista embriagado que matou pedestre em Camaquã é condenado a 06 anos de prisão
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Segundo o Ministério Público, a condenação por dolo eventual é crucial, pois significa que, embora não tivesse a intenção direta de matar, o réu agiu de forma que demonstrava total indiferença ao resultado fatal, aceitando o risco.
O promotor de Justiça Fernando Mello Müller ressaltou a importância do veredito como uma resposta da sociedade local contra a irresponsabilidade no volante. Ele, contudo, avalia a possibilidade de recorrer para buscar o aumento da pena, argumentando que a condenação atual não reflete a extrema gravidade das circunstâncias do caso.
“a resposta da sociedade local foi importantíssima, pois reconhece que o motorista é quem assume os riscos de dirigir embriagado, em alta velocidade, à noite e desobedecendo a diversas outras exigências no caso concreto. Não são os pedestres, que nada fazem além de viver e sair de casa, que devem assumir os riscos de quem opta por dirigir embriagado e com diversas outras agravantes que qualificam o risco e tornam o resultado morte de alta probabilidade. Ainda estamos avaliando a possibilidade de recorrer para buscar o aumento da pena”, disse ele.
O trágico episódio ocorreu em fevereiro de 2013 em Camaquã, quando o condutor, então com 23 anos e embriagado após um evento de trabalho, trafegava em alta velocidade pela Rua Erlínio Assis, no Bairro Ouro Verde. Dirigindo um veículo Fiat Pálio de cor branca, ele atropelou a vítima, Vera Lucia Pereira da Rocha, de 57 anos, pelas costas, arrastando o corpo por cerca de 36 metros. O local, uma rua de trecho reto e iluminado, intensificou o peso da irresponsabilidade do motorista.
A vítima Vera Lúcia, não resistiu aos ferimentos e faleceu no local do acidente, apesar do atendimento imediato. O motorista foi detido em flagrante e recolhido ao presídio, em um desfecho que gerou comoção na região.
A denúncia detalhou que, além da embriaguez e da alta velocidade, o condutor desobedeceu a diversas regras de trânsito, elevando a probabilidade de um desfecho fatal em Camaquã. A família da vítima, que deixou quatro filhos, residia no mesmo bairro do réu, na época dos fatos.



