O Rio Grande do Sul descartou uma suspeita de intoxicação por metanol (um tipo de álcool perigoso) em Santa Maria, na Região Central, mas segue investigando outro caso em Porto Alegre. A Secretaria Estadual da Saúde (SES) confirmou a atualização, embora o registro no Ministério da Saúde ainda precise ser formalmente modificado. Esta medida de cautela ocorre em meio a um aumento nacional de notificações relacionadas à ingestão de bebidas alcoólicas supostamente contaminadas com essa substância.

Metanol: governo do RS analisa suposta contaminação
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A ocorrência que permanece sob investigação na capital gaúcha envolve um homem de 38 anos que relatou ter consumido uma bebida alcoólica. Segundo informações preliminares divulgadas pela Secretaria da Saúde, a bebida em questão teria vindo do estado de São Paulo. Amostras de sangue do paciente foram coletadas e estão sendo analisadas para esclarecer os detalhes e confirmar ou descartar a presença do metanol no organismo.
O metanol é um álcool de uso estritamente industrial, presente em solventes e diversos produtos químicos, sendo extremamente tóxico se ingerido. Quando consumido, o organismo o transforma em substâncias que atacam o fígado e, posteriormente, danificam gravemente a medula, o cérebro e o nervo óptico. Seus efeitos podem levar a problemas graves de saúde, como cegueira, insuficiência pulmonar e renal, coma ou, em casos mais severos, a morte.
O cenário de alerta se estende ao âmbito nacional, com o Brasil registrando um total de 225 notificações de intoxicação por metanol após ingestão de álcool, conforme o balanço mais recente do Ministério da Saúde. Desse montante, 16 casos foram confirmados e 209 seguem sob suspeita. Infelizmente, foram contabilizadas 15 mortes notificadas, sendo que 13 delas ainda estão em processo de investigação pelas autoridades sanitárias competentes.
Em resposta ao risco iminente, o governo do Rio Grande do Sul anunciou, na última sexta-feira (3), a criação de um comitê intersecretarial para monitorar de perto possíveis incidentes envolvendo bebidas alcoólicas adulteradas no estado. A iniciativa, determinada pelo governador Eduardo Leite, engloba as Secretarias de Saúde, Segurança Pública e Agricultura. O grupo de trabalho contará com o apoio de órgãos essenciais como a Polícia Civil, a Brigada Militar, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o Instituto-Geral de Perícias (IGP).



