O projeto que concede incentivos para instalação da indústria têxtil do Grupo Crisdu entra em primeira discussão nesta segunda-feira (20) na Câmara de Vereadores de Camaquã. A proposta protocolada pela administração municipal prevê pagamento de aluguel do prédio a ser utilizado pela empresa, isenção de tributos municipais e restituição de parcela do retorno do ICMS.

Segundo o secretário municipal do Desenvolvimento Econômico e Inovação, Clayton Dworzecki, a expectativa é que a indústria comece a operar ainda neste ano, em prédio locado próximo a avenida José Loureiro da Silva. No início, a produção local será voltada à etapa final de confecção de peças de moda íntima. A empresa projeta expansão gradual das atividades no município.
Empregos e inclusão feminina
Um curso realizado em parceria com a indústria recebeu 120 inscrições nos primeiros dias e distribuiu as turmas nos turnos da manhã, tarde e noite, com dez participantes cada. Todas as inscritas foram mulheres. As aulas ocorreram no Centro Social Urbano.

As vagas geradas pela empresa serão formais, com carteira assinada e garantia de direitos trabalhistas. A previsão inicial é de 60 empregos diretos, com aumento de aproximadamente 10% ao ano. A empresa já iniciou processo seletivo para contratação de colaboradores.
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Atração de investimentos
As negociações para trazer a empresa a Camaquã começaram em fevereiro, quando uma comitiva do município visitou a sede do Grupo Crisdu, em Igrejinha. Meses depois, a companhia oficializou pedido de incentivos, dando início ao processo agora em tramitação na Câmara.

O Grupo Crisdu é proprietário das marcas Romance e Favorita, atua em diferentes regiões do Rio Grande do Sul e exporta para países da América Latina e Europa. A vinda da indústria integra a estratégia da atual gestão municipal de ampliar a oferta de empregos e estimular investimentos privados.



