Tabaco

SindiTabaco reforça importância econômica do setor e encontros que antecedem a COP 11

Presidente do SindiTabaco defendeu que o governo brasileiro adote uma postura de protagonismo e transparência nas discussões da COP 11

O presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Valmor Thesing, afirmou nesta terça-feira (21), em entrevista à Rádio Acústica FM, que o setor vem promovendo encontros para tratar sobre a 11ª Conferência das Partes (COP 11), em Genebra, Suíça. Há risco de que o encontro internacional apresente propostas que ameacem a produção e o comércio do tabaco brasileiro.

SindiTabaco reforça importância econômica do setor e encontros que antecedem a COP 11. Foto: Canva/ILUSTRATIVA.
SindiTabaco reforça importância econômica do setor e encontros que antecedem a COP 11. Foto: Canva/ILUSTRATIVA.

Thesing destacou o desempenho positivo da safra de 2025, tanto em volume quanto em preço, e o recorde nas exportações do produto. O Brasil é o maior exportador mundial de tabaco e destina mais de 90% de sua produção ao mercado externo. O dirigente, no entanto, demonstrou apreensão quanto às relações comerciais com os Estados Unidos, que impuseram tarifas sobre o produto.

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O presidente do SindiTabaco defendeu que o governo brasileiro adote uma postura de protagonismo e transparência nas discussões da COP 11. “Esperamos que o Brasil cumpra o compromisso assumido em 2005, ao ratificar a Convenção Quadro da OMS, respeitando a Declaração Interpretativa que garante o direito de produzir e apoiar os agricultores”, afirmou.

O documento de 2005 estabelece que não há proibição à produção de tabaco nem restrição a políticas de apoio aos produtores, e que o Brasil não deve aceitar medidas discriminatórias no comércio internacional.

Setor do tabaco movimenta economia dos estados do Sul

O setor é composto por 138 mil produtores e gera 44 mil empregos diretos na indústria. De acordo com Thesing, o cultivo do tabaco tem papel essencial na economia dos três estados do Sul, onde movimenta renda, gera divisas e contribui com impostos.

As entidades representativas, SindiTabaco, Abifumo e Afubra, promovem reuniões com ministérios e audiências públicas para sensibilizar o governo sobre a importância econômica e social da cultura. Outro tema abordado na entrevista foi a regulamentação dos cigarros eletrônicos, mercado que, segundo Thesing, é dominado pelo comércio ilegal no Brasil.