A 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30) teve início em Belém (Pará) nesta segunda-feira, 10 de novembro de 2025, carregando um misto de esperança e desafios logísticos e diplomáticos. O evento, que coloca a Amazônia no centro das discussões globais sobre clima, começou sob um tom de urgência reforçado por alertas da Organização das Nações Unidas (ONU) de que o planeta está perigosamente próximo de um ponto de não retorno. A conferência busca estabelecer um novo ciclo de ações climáticas concretas, distanciando-se da “velha retórica” que, segundo o presidente Lula, tem justificado intervenções em nações em desenvolvimento.

A Rádio Acústica FM está presente no evento, com intervenções diárias em sua programação, através do repórter Alex Soares. No próximo sábado (15), o programa Conexão Rural, será ao vivo de Belém, com entrevistas e informações exclusivas sobre a COP 30.
Receba todas as notícias da Acústica no seu WhatsApp tocando aqui!
COP30: Financiamento Climático e Transição Energética
Dois temas dominam a pauta: financiamento climático e a transição energética. Países em desenvolvimento, como o Brasil, pressionam as nações ricas para que cumpram as promessas de mobilizar US$ 100 bilhões anuais para mitigação e adaptação. A Suíça, por exemplo, anunciou uma doação de R$ 33 milhões para o Fundo Amazônia, um movimento visto como positivo, mas ainda insuficiente frente à escala das necessidades globais.
Internamente, a conferência já enfrenta gargalos organizacionais. Relatos apontam para problemas de infraestrutura e hospedagem, com 30 delegações ainda em negociação de acomodações dias antes do início oficial, evidenciando que a pauta ambiental divide espaço com desafios práticos. O evento também se tornou palco de debates políticos. O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, utilizou suas redes sociais para criticar a realização da COP30 na região amazônica, alegando ironicamente que a Amazônia teria sido destruída para a construção de estradas de acesso ao evento, provocando resposta imediata do governador do Pará, Helder Barbalho, que enfatizou a necessidade de agir, e não apenas de postar. A expectativa é que, apesar dos obstáculos, a Cúpula em Belém seja o marco para um novo e mais decisivo ciclo de ação climática global.




