A música do Rio Grande do Sul perdeu, na manhã desta terça-feira (11), um de seus grandes nomes: o cantor e compositor João Chagas Leite, aos 80 anos, considerado um dos símbolos do nativismo gaúcho. O artista estava internado no Hospital de Caridade de Erechim (HCE), localizado na região norte do estado, para tratamento de saúde. A confirmação do falecimento foi feita por familiares do músico, gerando comoção imediata entre fãs e a classe artística do sul do país.

Luto no sul! Morre João Chagas Leite aos 80 anos
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João Chagas Leite encontrava-se em Erechim para dar continuidade ao tratamento de um câncer. O artista havia sido submetido a um procedimento cirúrgico com a ajuda de um médico amigo e demonstrava boa recuperação. Tanto que, em maio deste ano, ele chegou a anunciar publicamente o seu retorno aos palcos, demonstrando a inabalável paixão pela arte, que o acompanhou durante toda a sua vida e carreira.
Com um vasto repertório que ultrapassa 300 composições registradas, João Chagas Leite deixa um legado inestimável para a cultura popular gaúcha. Ele é o autor de canções que se tornaram verdadeiros hinos do gênero nativista, como “Desassossegos”, “Penas”, “Pampa e Querência”, “Ave Sonora” e “Por Quem Cantam os Cardeais”. O músico também foi amplamente reconhecido pela crítica, tendo vencido diversos festivais estaduais de música ao longo de sua trajetória.
A dedicação de Leite à música era absoluta e superou até mesmo uma deficiência física na mão esquerda. Essa limitação o obrigou a desenvolver uma técnica própria, aprendendo a tocar violão de forma invertida, com o auxílio de um dedal, até conquistar o seu merecido espaço no cenário cultural. Em entrevista concedida a um veículo de comunicação regional em maio, o artista resumiu seu amor à arte: “Eu respiro música praticamente o dia inteiro”, declarou na ocasião.
As informações detalhadas a respeito do velório e do sepultamento do cantor serão divulgadas em breve pela família. A partida de João Chagas Leite representa uma perda significativa para a música tradicionalista do Rio Grande do Sul, mas seu trabalho permanece vivo na memória e no cancioneiro popular.



