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Lancheria firma acordo após surto alimentar envolvendo torta fria em Pelotas

Acordo com o Ministério Público inclui reconhecimento público da responsabilidade e indenização para clientes

O Ministério Público do Rio Grande do Sul firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com uma lancheria de Pelotas após um caso de intoxicação alimentar envolvendo a venda de torta fria de frango imprópria para consumo. O episódio ocorreu no Natal de 2024 e afetou ao menos 97 pessoas, segundo informações do MP.

Lancheria firma acordo após surto alimentar envolvendo torta fria em Pelotas
Lancheria firma acordo após surto alimentar envolvendo torta fria em Pelotas. Foto: Divulgação/imagem da internet.

O inquérito civil foi aberto em janeiro de 2025 para apurar as causas da contaminação e as responsabilidades do estabelecimento. Exames realizados pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Rio Grande do Sul (Lacen) confirmaram a presença da bactéria Staphylococcus coagulase nas amostras de alimentos analisadas.

Acordo prevê reconhecimento público e compensações financeiras

O TAC estabelece três obrigações principais. A primeira determina que o estabelecimento reconheça publicamente a responsabilidade pelo ocorrido, com a publicação de um comunicado em jornal de grande circulação.

A segunda trata da indenização aos consumidores que comprovarem dano e nexo causal com o consumo das tortas impróprias. Em disputas judiciais, a empresa não poderá contestar a ocorrência da comercialização dos alimentos contaminados, podendo discutir apenas os valores das compensações.

O acordo também prevê o pagamento de R$ 50 mil ao Fundo Estadual de Reconstituição de Bens Lesados (FRBL), como forma de reparação coletiva. O valor foi definido com base em casos semelhantes já analisados pelo Ministério Público.

Multa será aplicada em caso de descumprimento

Caso o TAC seja descumprido, o termo estabelece multa de 10% sobre o montante, acrescida de correção monetária e juros de 1% ao mês.

Segundo o promotor de Justiça José Alexandre Zachia Alan, responsável pelo caso, não há registros anteriores de incidentes semelhantes envolvendo o estabelecimento. O histórico foi considerado na definição das medidas e do valor da reparação.

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Vigilância Sanitária confirmou presença da bactéria

Após os primeiros relatos de sintomas como febre, náusea, diarreia e dor abdominal, a Vigilância Sanitária Municipal realizou vistoria no local em 26 de dezembro de 2024. Na ocasião, foram coletadas amostras de maionese, palmito, azeitona e outros ingredientes utilizados na produção das tortas.

O material foi encaminhado ao Lacen, em Porto Alegre, e os resultados, divulgados em 30 de dezembro, confirmaram a contaminação por Staphylococcus coagulase, bactéria comumente associada a intoxicações alimentares agudas.

Caso mobilizou autoridades e resultou em medidas corretivas

O surto de intoxicação alimentar em Pelotas levou o Ministério Público a instaurar investigação e determinar medidas emergenciais de controle sanitário. O TAC encerra a fase administrativa do processo, mas não impede ações judiciais individuais por parte dos consumidores que comprovarem prejuízos decorrentes do episódio.

Até o momento, o estabelecimento não se manifestou oficialmente sobre o acordo firmado.