saúde

Urologista orienta três ações para manter testosterona em níveis adequados

Dr. Rafael Fraga destaca exercício, sono regular e redução de vícios como pilares para o equilíbrio hormonal

Durante o programa Primeira Hora desta terça-feira (25), o urologista Rafael Fraga explicou como pessoas podem preservar a testosterona em níveis adequados. Segundo ele, hábitos diários influenciam diretamente o equilíbrio hormonal e, quando negligenciados, comprometem a qualidade de vida.

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Foto: Alice Campos/Acústica FM

São três medidas essenciais.

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Exercício, rotina de sono e regularidade

O médico afirmou que a prática regular de atividade física e a manutenção de um sono estruturado são determinantes. Ele alertou que dormir à meia-noite e acordar às 6h reduz o tempo de descanso e interfere na produção hormonal.

Alimentação equilibrada e redução de vícios

O urologista recomendou alimentação saudável e redução do consumo de álcool e cigarro. Esses fatores, segundo ele, prejudicam o funcionamento metabólico e dificultam o equilíbrio da testosterona.

Controle de peso

Fraga destacou que a obesidade reduz significativamente os níveis do hormônio. A perda de peso, afirmou, costuma melhorar indicadores laboratoriais e sintomas associados ao déficit hormonal.

Impactos da baixa testosterona

A testosterona abaixo do ideal provoca alterações físicas, emocionais e comportamentais. O médico explicou que a principal consequência não é apenas a disfunção sexual, mas a perda de disposição para atividades simples do cotidiano, como trabalhar, viajar ou conviver socialmente.

A chamada Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino (DAEM) costuma surgir a partir dos 40 anos. Entre os sintomas mais frequentes estão:

  • queda do desejo sexual;
  • dificuldade de ereção;
  • redução da frequência das relações;
  • cansaço e sensação de fraqueza;
  • irritabilidade;
  • distúrbios de sono;
  • desânimo persistente.

Quando buscar atendimento

Pacientes com sinais como irritabilidade, insônia, impotência ou queda generalizada de energia devem procurar avaliação médica. O diagnóstico depende de exames de testosterona e proteínas ligadoras, associados aos sintomas clínicos.

Fraga reforçou que a reposição hormonal não deve ser feita sem acompanhamento especializado. O uso por conta própria, comum em academias, pode causar danos futuros, como alterações hepáticas, disfunções metabólicas e infertilidade, sobretudo quando os níveis hormonais são elevados acima do limite fisiológico.