O Ministério dos Transportes definiu para agosto e dezembro de 2026 os leilões das duas concessões federais que abrangem rodovias da região de Camaquã. O governo prevê editar os editais entre maio e setembro de 2026, após revisões técnicas e análise do Tribunal de Contas da União (TCU). As concessões somam mais de 1,1 mil quilômetros e incluem 27 pontos de cobrança, com obras concentradas a partir do terceiro ano de contrato.

Os 27 pontos de cobrança são divididos entre a rota da Ecovias Sul (antiga Ecosul), que inclui o trecho entre Camaquã e Pelotas, e a rota Integração Sul, que inclui o trecho entre Camaquã e Porto Alegre. O Ministério dos Transportes não especificou a localização exata dos pontos de cobrança.
Primeira concessão envolve trecho da antiga Ecosul
O primeiro leilão será o da concessão denominada Rota Portuária do Sul, que substitui o atual contrato da Ecovias Sul (antiga Ecosul), previsto para terminar em março de 2026.
O edital deve ser publicado em maio, e o leilão está marcado para agosto.
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Trechos incluídos
- BR-116, entre Camaquã e Jaguarão
- BR-392, entre Santana da Boa Vista e Rio Grande
Segundo o Ministério dos Transportes, o pacote soma 456,2 quilômetros, com previsão de:
- R$ 6,12 bilhões em investimentos
- R$ 4,59 bilhões em despesas operacionais
- 14 pontos de cobrança
- 83,37 quilômetros de duplicação
As obras estruturais deverão ocorrer entre o 3º e o 7º ano da concessão. A pasta afirma que o cronograma é considerado “apertado” porque o projeto ainda depende de revisão final pelo TCU.
Segunda concessão abrange BR-116, BR-290 e BR-392
O segundo leilão está programado para dezembro de 2026, com edital previsto para setembro. O pacote inclui trechos de grande fluxo no centro-sul do Estado, entre eles o segmento da BR-116 entre Eldorado do Sul e Camaquã.
Rodovias contempladas
- BR-116, entre Porto Alegre e Camaquã
- BR-290, entre Porto Alegre e Caçapava do Sul
- BR-392, entre Santana da Boa Vista e Cruz Alta
A concessão, chamada de Rota Integração do Sul, prevê:
- 674,1 quilômetros
- R$ 6,5 bilhões em investimentos
- R$ 4,01 bilhões em despesas operacionais
- 13 pontos de cobrança
- Obras entre o 3º e o 8º ano do contrato
O pacote incluirá a nova ponte do Guaíba, que deve integrar o fluxo das BRs 116 e 290. O Ministério dos Transportes informou que os dados sobre duplicações ainda estão em fase de revisão.
Impacto regional e próximos passos
As duas concessões somam R$ 12,6 bilhões em investimentos previstos, com foco em ampliação da capacidade viária, segurança e manutenção contínua.
Os editais ainda podem sofrer ajustes técnicos antes da análise do TCU, que costuma revisar estimativas de tráfego, projeções financeiras e justificativas de tarifa. O governo trabalha para concluir as revisões ao longo de 2025, a fim de garantir a publicação dos editais dentro do cronograma.



