A comunidade rural de Marcílio Dias, no 15 da Graciema, interior de Garibaldi, na Serra Gaúcha, foi palco de uma fatalidade na noite da última terça-feira, 2 de dezembro. Um agricultor de 51 anos, identificado como Giovani Antônio Tasca, perdeu a vida após o capotamento de um trator em sua propriedade. O acidente, que aconteceu por volta das 21h57, em uma área de plantação de uvas com forte inclinação (declive), ressalta o perigo constante enfrentado pelos trabalhadores rurais da região em terrenos acidentados.

Agricultor não resistiu a gravidade do acidente
O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul (CBMRS) atendeu ao chamado de emergência. Ao chegarem ao local do acidente, a equipe da 3ª Companhia de Bombeiros Militar encontrou o agricultor preso sob a máquina agrícola. Tratava-se de um trator de pequeno porte, modelo 1640-4 Super Compacto, que havia tombado durante o trabalho noturno no parreiral. Infelizmente, o médico do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) apenas pôde confirmar o óbito de Tasca ainda no cenário da ocorrência.
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Após a constatação do falecimento, a equipe de bombeiros trabalhou na remoção do corpo da vítima para que a Polícia Civil e a Brigada Militar pudessem realizar os procedimentos legais cabíveis. A tragédia com Giovani Tasca traz à tona um alerta já conhecido pelos agricultores das cidades de Garibaldi, Monte Belo do Sul e Bento Gonçalves, áreas típicas da Serra Gaúcha: o elevado risco de acidentes e capotamentos de tratores em terrenos íngremes.
A característica do relevo da região, marcada por encostas, linhas estreitas e solo irregular, exige o uso de tratores compactos, essenciais para o trabalho em parreirais e na vitivinicultura. No entanto, o uso dessas máquinas em condições adversas, como solo úmido ou durante manobras em taludes (terrenos inclinados), aumenta consideravelmente a vulnerabilidade a tombamentos laterais entre as fileiras de videiras ou por perda de tração, tornando a atividade perigosa, especialmente com pouca luz.
Relatos de corporações de segurança e dados de entidades do setor rural indicam que acidentes envolvendo máquinas agrícolas permanecem entre as principais causas de morte em áreas rurais do estado, com risco potencializado em regiões de topografia elevada, como a Serra Gaúcha. A morte no 15 da Graciema é um doloroso lembrete da urgência em adotar técnicas de segurança, capacitação contínua e a utilização de equipamentos de proteção adequados para evitar que novas tragédias se repitam no campo.



