A região Costa Doce, não deve aderir à paralisação de caminhoneiros convocada pela União Brasileira dos Caminhoneiros (UBC). O movimento, com início previsto para esta quinta-feira (04), tem sido visto por motoristas locais como de cunho essencialmente político, e não como uma legítima reivindicação por melhorias para a categoria. A UBC, entidade que lidera a mobilização, busca exercer pressão direta sobre o Congresso Nacional com uma lista de exigências que misturam pautas trabalhistas com pedidos de natureza política.

Caminhoneiros acreditam que mobilização possui cunho apenas político
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A principal bandeira da paralisação é a defesa de uma anistia “ampla, geral e irrestrita” para o ex-presidente Jair Bolsonaro e para os indivíduos investigados por envolvimento nos atos de vandalismo ocorridos em 8 de janeiro. Somado a isso, os organizadores do movimento também incluíram na pauta pedidos por melhores condições de trabalho, como estabilidade nos contratos, ajustes no chamado Marco Regulatório do setor e a criação de uma aposentadoria especial para a categoria.
A UBC afirma que a paralisação é “o caminho que restou” após tentativas anteriores de negociação não terem surtido o efeito desejado. No entanto, caminhoneiros da Costa Doce, conforme apurado pela Rádio Acústica FM, demonstram ceticismo e pouca inclinação para se juntar ao protesto. Profissionais da região manifestaram a visão de que o foco do movimento está desviado das reais necessidades trabalhistas dos motoristas, concentrando-se em questões de política partidária.




