jornada de trabalho

Lula defende fim da escala 6×1

Iniciativa é uma das apostas do presidente para a eleição de 2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu o fim da escala de trabalho 6×1 e cobrou do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável propostas “duras” para enfrentar o feminicídio. A reunião ocorreu no Palácio do Itamaraty na quinta-feira (4) e marcou o último encontro do colegiado em 2025. Lula afirmou que avanços tecnológicos deveriam resultar em melhores condições de trabalho e pediu que o grupo avalie mudanças na jornada semanal.

Lula defende fim da escala 6x1 durante conselhão. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

O debate foi retomado pelo presidente ao citar a decisão recente do governo do México de adotar a carga de 40 horas. Ele disse que o modelo brasileiro de seis dias de trabalho por um de descanso perdeu sentido diante do aumento da produtividade das empresas. Segundo Lula, a Volkswagen empregava 40 mil trabalhadores para produzir 1,2 mil carros na época em que ele atuava como sindicalista. Hoje, com 12 mil funcionários, produz o dobro.

Proposta de encerrar escala 6×1 está em análise

A proposta que extingue a escala 6×1 está em análise no Congresso Nacional. A votação do relatório na Câmara dos Deputados foi adiada anteontem após pedido de vista coletivo na subcomissão responsável pelo tema. Lula disse que, caso o Conselhão recomende a mudança, o governo poderá acelerar a discussão sobre a redução da jornada. A iniciativa é uma das apostas do presidente para a eleição de 2026.

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Lula também pediu ação “dura” contra feminicídio

O aumento dos casos de feminicídio também foi alvo do discurso. Lula cobrou do colegiado iniciativas consistentes para enfrentar a violência contra mulheres. A fala foi motivada pela repercussão de dois assassinatos registrados em São Paulo nesta semana. O presidente afirmou que o País não pode conviver com níveis tão altos de agressões e pediu que as propostas apresentadas tenham impacto direto na proteção das vítimas.

O Conselhão é um órgão de assessoramento do Executivo e reúne empresários, sindicalistas, pesquisadores, artistas e representantes de movimentos sociais. Cabe ao grupo formular estudos e recomendações sobre políticas públicas em áreas variadas. Durante o encontro, integrantes entregaram novas sugestões ao governo e ouviram do presidente que, nas próximas reuniões, o foco deverá incluir a redução da jornada e o combate à violência de gênero.