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Praia da região é considerada imprópria para banho

Fepam divulgou o primeiro boletim de balneabilidade da temporada

A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) divulgou nesta sexta-feira (12), o primeiro boletim da temporada 2025/2026 do Programa Balneabilidade, uma iniciativa da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) dentro da Operação Verão Total do governo gaúcho. O levantamento, que avalia as condições sanitárias das águas de praias e balneários, apontou que, embora o Litoral Norte apresente todos os seus 33 pontos próprios para banho, outras regiões do Estado registraram 11 locais em situação desfavorável. Isso significa que, em cidades como Tapes, Pelotas, Piratini e Barra do Ribeiro, os veranistas devem evitar o contato com a água em áreas específicas.

Praia da região é considerada imprópria para banho
Foto: Larissa Meincke

Praia de Tapes entre as impróprias para banho

O monitoramento completo abrange 96 pontos de coleta em 45 municípios, um aumento de três locais em relação ao ano passado, incluindo agora a Lagoa Rondinha (Balneário Pinhal), o Parque Náutico (Capão da Canoa) e o Balneário Klérfim Cardoso (Piratini). Enquanto os 33 trechos analisados no Litoral Norte foram aprovados, 11 dos 63 pontos avaliados no Litoral Médio, Litoral Sul e balneários do interior foram classificados como impróprios para banho. Entre as regiões afetadas estão Tapes, com o Balneário Rebelo, Pelotas, com cinco pontos, e Barra do Ribeiro, na Praia da Picada, no Lago Guaíba.

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  • Locais Classificados Como Impróprios:

    • Barra do Ribeiro: Praia da Picada – Lago Guaíba

    • Nova Palma: Balneário Atílio Aléssio – Rio Soturno

    • Pelotas: Santo Antônio (Rua Bagé e Rua São José do Norte), Totó e Valverde (Av. Sen. Joaquim A. Assumpção e Trapiche)

    • Piratini: Balneário Municipal Klérfim Cardoso – Rio Piratini

    • Santa Maria: Balneário Passo do Verde – Rio Vacacaí

    • Santiago: Balneário Distrito de Ernesto Alves – Rio Jaguarizinho

    • Tapes: Balneário Rebelo

Entenda Como é Feita a Avaliação da Água

A Fepam, com apoio da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) e do Serviço Autônomo de Saneamento de Pelotas (Sanep), realiza esse monitoramento anualmente desde 1979. A classificação de “própria” ou “imprópria” para banho é determinada com base na concentração da bactéria $Escherichia\ coli$ (E.coli) nas amostras, seguindo rigorosamente os critérios estabelecidos pelas resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Além disso, em alguns balneários específicos, como em Pelotas, Tapes e Osório, também é monitorada a presença de cianobactérias, que podem liberar toxinas prejudiciais à saúde.

A água é considerada imprópria se o resultado da amostra mais recente, dentro do período de cinco semanas de análise, indicar uma contagem de E.coli superior a 2.000 por 100 mililitros, ou se a média das últimas cinco amostras exceder o limite de 800. O mesmo alerta é acionado caso a contagem de cianobactérias ultrapasse 50.000 células. O primeiro boletim, divulgado hoje, é o resultado das coletas realizadas nas primeiras cinco semanas, que tiveram início em novembro, e novos dados serão liberados todas as sextas-feiras até 27 de fevereiro, somando um total de 12 boletins.

Riscos no Cassino e Recomendações aos Banhistas

Apesar de a análise da água na famosa Praia do Cassino, em Rio Grande, ter atestado sua qualidade sanitária adequada, a Secretaria do Meio Ambiente (Sema) de Rio Grande faz uma ressalva importante: o acúmulo de lodo em trechos específicos (como nas ruas Buenos Aires, do Riacho e Farroupilha) representa um risco de locomoção e atolamento. Por isso, a recomendação é que os banhistas busquem outras áreas da extensa orla, que se encontram livres de lodo, para garantir um banho mais seguro.

Para evitar riscos à saúde em qualquer localidade, a Fepam orienta o público a sempre verificar se o ponto está classificado como próprio antes de entrar na água. É crucial também evitar o banho nas primeiras 24 horas após chuvas fortes, pois o escoamento pode contaminar as águas com esgoto doméstico, e não se banhar em áreas com alta concentração de algas (cianobactérias), que podem conter toxinas nocivas.

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