O prefeito de Camaquã, Abner Dillmann (PSDB), afirmou considerar “natural” uma eventual entrada do Progressistas (PP) na base do governo municipal. A avaliação foi feita em entrevista à Rádio Acústica FM na sexta-feira (12), em meio a reuniões internas que tratam de mudanças no secretariado, previstas para ocorrer ainda antes do fim de 2025.

Até o momento, a única alteração oficializada é a saída de Ilson Meireles da Secretaria de Desenvolvimento Social, publicada no Diário Oficial na semana passada. Vereador do União Brasil, Meireles retorna à Câmara nesta terça-feira (16), onde sua vaga vinha sendo ocupada pelo suplente Neco.
A administração municipal ainda não definiu quem assumirá a pasta. Outras secretarias também estão sob avaliação, dentro de um processo que, segundo o prefeito, busca ajustes técnicos e pontuais.
Secretaria de Governo segue sem titular
A Secretaria Especial de Governo permanece sem comando desde que o ex-prefeito Ivo de Lima Ferreira, atualmente filiado ao PL e principal nome da oposição, recusou o convite para integrar o primeiro escalão. A vacância reforçou as articulações políticas em torno da composição do governo.
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Aproximação com o PP avança após anos de oposição
Nos bastidores, a entrada do Progressistas na base governista é tratada como certa após quase uma década de oposição ao grupo político que hoje comanda a Prefeitura. De acordo com Abner Dillmann, a aproximação ocorreu de forma gradual ao longo de 2025, mas não significa obrigatoriamente uma entrada no governo. Um convite oficial ainda não foi realizado e só deve ocorrer se houver consenso entre os atuais integrantes da base.
O prefeito atribui o diálogo com partidos de oposição, como PP e PDT, à postura de abertura institucional. “Todos foram eleitos”, afirmou, ao justificar a relação respeitosa com vereadores e lideranças de diferentes siglas.
Nome do PP é cogitado para a Secretaria de Governo
De acordo com fontes ouvidas pela Rádio Acústica FM, entre os nomes avaliados para a Secretaria Especial de Governo está o vereador Vitor Azambuja (PP). Em agosto, quando a possibilidade já era discutida, Azambuja afirmou que a relação com o prefeito se baseava em “valores comuns”. Naquele período, os dois participaram juntos de agendas em Brasília, após anos em campos políticos opostos.

Abner Dillmann concorda com a avaliação do vereador e ressalta que a aproximação não implica, necessariamente, ingresso formal do PP no governo ou troca de apoio por cargos. Segundo o prefeito, o Progressistas nunca condicionou o apoio a pautas da gestão municipal à ocupação de secretarias.
Ajustes devem ocorrer ainda em 2025
O prefeito não antecipou nomes que podem deixar ou assumir pastas, mas afirmou que as mudanças devem ser anunciadas antes do encerramento do ano. As discussões internas, não confirmadas por Abner, incluem possíveis ajustes nas secretarias de Planejamento, Saúde, Meio Ambiente e Agricultura.
Outro nome citado nos bastidores é o do empresário Otávio Morais, ex-presidente do Hospital Nossa Senhora Aparecida, que poderia integrar a equipe de governo.
Histórico recente de poucas trocas
Desde o início da gestão, houve apenas uma mudança no primeiro escalão. Em agosto, Hilson Jacobsen, conhecido como Coca, foi exonerado da Secretaria de Infraestrutura, sendo substituído por Alex Petroman.
Abner Dillmann e o vice-prefeito Luciano Cabeça encerram o primeiro ano à frente da Prefeitura de Camaquã com a expectativa de promover ajustes no secretariado ainda em 2025. O objetivo, segundo o prefeito, é preparar a estrutura administrativa para o planejamento de 2026.



