O dólar hoje iniciou as operações em alta nesta quarta-feira, 17, cotado a R$ 5,50, em um cenário de inquietação dos investidores com a possível saída de Fernando Haddad do Ministério da Fazenda. O movimento reflete a reação do mercado financeiro ao noticiário político doméstico e à ausência de indicadores econômicos relevantes no dia. Ontem, a moeda americana já havia subido 0,73%, fechando a R$ 5,46, enquanto o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, registrou queda acentuada de 2,42%.

Dólar hoje apresenta incertezas ao mercado
A incerteza sobre o comando da economia aumentou após informações de bastidores indicarem que Haddad comunicou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva o desejo de deixar o cargo no próximo ano. O ministro precisa se afastar da função até abril de 2026 caso decida concorrer nas eleições ou coordenar a campanha do PT. Entre os nomes avaliados para a sucessão estão o secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, e o presidente do conselho da Petrobras, Bruno Moretti.
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No cenário político, uma pesquisa da consultoria Quaest divulgada ontem também pressiona os ativos brasileiros ao mostrar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como o nome mais competitivo da oposição para 2026. O levantamento aponta que o parlamentar supera o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, em um eventual embate contra Lula. Embora o atual presidente lidere as intenções de voto em todos os cenários, a força eleitoral da família Bolsonaro gera cautela entre os investidores e com isso elevação do dólar hoje.
No exterior, o mercado financeiro aguarda discursos de dirigentes do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos. Os investidores buscam pistas sobre o ritmo de novos cortes nos juros americanos, que atualmente estão no patamar entre 3,5% e 3,75% ao ano. Decisões sobre os juros nos EUA impactam diretamente o Brasil, pois taxas mais altas na maior economia do mundo tendem a atrair capital que sairia de países emergentes, pressionando a valorização do dólar.
Sobre o dólar hoje, analistas avaliam que o fortalecimento da moeda estrangeira frente ao real é um movimento de busca por proteção diante do aumento do risco político local. A fragmentação da oposição e a indefinição sobre quem conduzirá a política econômica após uma eventual saída de Haddad elevam o prêmio de risco — um valor adicional exigido por investidores para aplicar dinheiro no País. Esse quadro é agravado pela queda nos preços internacionais de matérias-primas, como o petróleo.



