Polícia

Justiça mantém condenação de Nego Di e sócio por estelionato

Condenação envolve golpes contra 16 vítimas em Canoas

A 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul negou os recursos do influenciador digital Dilson Alves da Silva Neto, conhecido como Nego Di, e do empresário Anderson Boneti. Com a decisão, foi mantida a condenação de ambos por estelionato qualificado por fraude eletrônica.

Nego Di
Foto: Reprodução

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Os desembargadores confirmaram a sentença de primeira instância que fixou pena de 11 anos e 8 meses de prisão em regime fechado, além de multa, para cada um dos réus. A decisão foi tomada na tarde de quinta-feira, 18, sob relatoria do desembargador Honório Gonçalves da Silva Neto.

A condenação se refere a crimes cometidos contra 16 vítimas em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Segundo o processo, os réus operavam um esquema de vendas fraudulentas de eletrônicos e eletrodomésticos por meio de uma loja virtual, sem entregar os produtos nem devolver os valores pagos.

Para o colegiado, há provas suficientes da atuação planejada dos acusados. Entre os elementos citados estão depoimentos das vítimas, comprovantes de pagamento e conversas por aplicativos de mensagens. O tribunal concluiu que os consumidores foram induzidos a acreditar que negociavam com uma empresa confiável.

Os magistrados destacaram que o esquema funcionou por meses e usou estratégias de marketing digital para ampliar o alcance do golpe. O alvo principal eram consumidores de menor poder aquisitivo. A movimentação financeira foi considerada milionária e gerou impacto social relevante, diante da dificuldade das vítimas em reaver o dinheiro.

A Câmara também reconheceu a qualificadora de fraude eletrônica. As vendas ocorreram em ambiente virtual, com anúncios em redes sociais e operações realizadas em plataformas de comércio eletrônico.

Caso

De acordo com a denúncia do Ministério Público, os crimes ocorreram entre 18 de março e 26 de julho de 2021. No período, os réus mantinham a loja virtual Tadizuera, na qual ofertavam produtos como televisores, iPhones 13 Pro Max e aparelhos de ar-condicionado a preços abaixo do mercado, sem condições de cumprir as ofertas.

As investigações apontaram ainda que, entre janeiro e julho de 2022, a conta empresarial da Tadizuera recebeu mais de R$ 5 milhões em créditos. O mesmo valor foi debitado, com repasses para diversos destinos, o que indicaria a dispersão integral dos recursos obtidos com as vendas.

Prisão

Os réus foram presos em julho de 2024. Nego Di obteve habeas corpus em novembro do ano passado e responde em liberdade, com medidas cautelares impostas pelo Superior Tribunal de Justiça. Entre elas está a proibição de acesso às redes sociais. Anderson Boneti permanece preso. A 7ª Câmara Criminal rejeitou o pedido para que ele aguardasse em liberdade a análise de recursos nas Cortes Superiores.

Tags: Justiça, Nego Di, Rio Grande do Sul