O Guarany Futebol Clube comprou uma área de três hectares no bairro Jardim Forte para construir a nova sede, mas a construção depende da conclusão da venda da área do Estádio Coronel Silvio Luiz, na área central de Camaquã. Para isso, os vereadores precisam aprovar nesta terça-feira (23), em sessão extraordinária, uma permuta de terrenos da Prefeitura com o clube.

A área atual do ginásio foi passada para administração municipal em 2001 e precisa ser devolvida ao clube para ser vendida aos investidores que pretendem construir um supermercado no local. O negócio foi autorizado em assembleia de sócios, com valor estimado em R$ 12 milhões. Em contrapartida, o Guarany passaria 1 hectare, dos 3 recém comprados, para o Município.
Para aceitar a permuta, que a administração municipal justifica como benéfica, existe uma condição específica. O Guarany tem um prazo máximo de dois anos para reconstruir o ginásio na nova área. A estrutura foi construída em 2001 através de uma emenda parlamentar do deputado Mendes Ribeiro para Camaquã. Desde então, há um termo de cessão que permite ao clube administrar e utilizar o ginásio. Segundo a diretoria do Guarany, todos os investimentos feitos no prédio ao longo dos anos foram custeados pelo próprio clube.

O que propõe o projeto de permuta
O projeto propõe uma permuta: os 1.360 metros quadrados do ginásio retornariam à iniciativa privada, enquanto o Guarany cederia ao município 10 mil metros quadrados na nova área adquirida, o equivalente a um hectare dos três hectares comprados no Jardim do Forte. Na prática, o clube seguirá administrando o terreno permutado, como ocorreu ao longos dos últimos anos com o ginásio que está no terreno localizado na Cristóvão Gomes de Andrade.

Justificativas apresentadas pelo Executivo
No texto enviado à Câmara, a gestão municipal apresenta três principais argumentos para a permuta. O primeiro é o volume de área: o município deixaria um imóvel de 1.362,90 metros quadrados e passaria a contar com uma área de 10 mil metros quadrados, cerca de 7,3 vezes maior em extensão.
O segundo ponto é a condição física dos imóveis. O ginásio atual possui construção considerada depreciada e demanda investimentos, enquanto a área oferecida pelo Guarany é uma gleba sem edificações, localizada em região de expansão urbana.
A terceira justificativa é a localização. O imóvel municipal está encravado no estádio do Guarany, o que limita seu aproveitamento. Já a área a ser recebida pelo município fica em ponto estratégico para o planejamento urbano, em continuidade a equipamentos públicos já existentes, como o Complexo Poliesportivo Ruy de Castro Netto e conjuntos residenciais do entorno.
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Parceria público-privada e preservação da história
Com a proposta, a diretoria do Guarany afirma que pretende manter e ampliar a parceria público-privada com o município. O ginásio atualmente localizado na área do estádio deverá ser realocado para o novo terreno, com a preservação de suas características originais e valor histórico.
O projeto de lei, sob relatoria do vereador Vitor Azambuja (PP), foi aprovado nas comissões de Constituição e Justiça da Câmara e de Orçamento e Finanças. Se aprovado, o Guarany poderá concluir a venda do estádio e avançar no projeto de construção da nova sede, planejada para ser mais ampla, moderna e multiuso.
A área localizada próxima ao Complexo Poliesportivo Ruy de Castro Netto será destinada à implantação de dois campos de futebol, um com grama natural e outro com grama sintética, ginásio de esportes, salão de festas, estacionamento e uma área verde voltada para lazer ao ar livre.
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