O avanço da investigação sobre o acidente entre um ônibus e uma carreta na BR-116, em Pelotas, que deixou 11 mortos, depende da conclusão dos laudos técnicos elaborados pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP) e pela Polícia Rodoviária Federal. A colisão ocorreu na manhã de sexta-feira (2), no km 491 da rodovia, e é apurada pela Polícia Civil.

A investigação está sob responsabilidade da 2ª Delegacia de Polícia de Pelotas, coordenada pelo delegado César Nogueira. O motorista da carreta já foi ouvido formalmente, mas, segundo a Polícia Civil, somente a análise pericial permitirá definir com precisão a dinâmica do acidente e eventual responsabilidade penal.
Perícia é decisiva para reconstrução do acidente
Imagens de câmeras de monitoramento da Ecovias Sul registraram o momento da colisão. No entanto, os investigadores reforçam que os registros visuais, isoladamente, não são suficientes para a conclusão do inquérito.
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Os laudos do IGP e da PRF irão analisar fatores como velocidade, posição dos veículos na pista, condições da via, sinalização, tempo de reação e vestígios deixados no local. Esses elementos técnicos são considerados fundamentais para a reconstrução fiel do ocorrido.
Colisão frontal ocorreu durante congestionamento na rodovia
O acidente aconteceu por volta das 11h20 e envolveu uma carreta Scania G-420, carregada de areia, e um ônibus da empresa Santa Silvana, que havia saído de Pelotas às 10h30 com destino a São Lourenço do Sul.
Segundo informações confirmadas pela concessionária Ecovias Sul e pela PRF, havia um veículo parado na pista, possivelmente por pane mecânica, o que provocou congestionamento no sentido norte da BR-116. Equipes operavam no sistema de pare e siga no trecho.
A principal hipótese investigada é que o caminhão tenha invadido a contramão para evitar uma colisão com veículos parados, momento em que ocorreu o choque frontal com o ônibus que seguia no sentido oposto.
Carga de areia agravou cenário e dificultou resgate
Com o impacto, parte da carga de areia transportada pela carreta atingiu o interior do coletivo. Os dois veículos pararam às margens de um barranco, próximo à ponte das Corrientes, com risco de queda.
O resgate mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros, Samu, PRF e concessionária da rodovia. A operação durou mais de dez horas e foi encerrada por volta das 22h30. O trânsito ficou totalmente bloqueado em alguns momentos, gerando longos congestionamentos.
Teste do bafômetro deu negativo
O motorista da carreta ficou ferido e foi encaminhado ao Hospital de Pronto Socorro de Pelotas. Conforme a PRF, ele realizou o teste do bafômetro, que não apontou consumo de álcool.
Até o momento, não há explicação oficial para o motivo de o condutor não ter parado atrás dos demais veículos durante o congestionamento. Esse ponto também será analisado nos laudos periciais.
Vítimas fatais já identificadas
As 11 vítimas fatais confirmadas são passageiros, além do motorista e do cobrador do ônibus. As identidades divulgadas oficialmente são:
- Carlos Roberto Blank
- Luís Fernando Pinto Ramson
- Paulo Lages da Silva
- Dalvino Frank
- Luiz Anselmo da Silva
- Neisa Jovelina Fernandes Ribeiro
- Galileu da Silva Ribeiro
- Jaqueline dos Santos Duarte
- Aida Weber
- Daizi Moraes Jalil Isa
- Vera Regina Foster de Souza
Investigação segue sem prazo para conclusão
A Polícia Civil informou que o inquérito segue em andamento e que todas as medidas legais e técnicas estão sendo adotadas com cautela e prioridade. O prazo para conclusão dependerá da entrega e da análise dos laudos periciais.
Somente após essa etapa será possível avançar na responsabilização penal ou no eventual indiciamento dos envolvidos.




