O atraso na apuração do custo de produção adiou para a segunda quinzena de janeiro as reuniões que vão definir a tabela de preços do tabaco da safra 2025/2026. A negociação envolve produtores e empresas fumageiras.

Segundo o presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Marcilio Drescher, a demora ocorreu na terceira e última etapa do levantamento de custos, que apura despesas com mão de obra e costuma encerrar a safra. Sem esses dados, a comissão dos fumicultores não teve, em dezembro, os índices preliminares necessários para discutir reajustes.
De acordo com Drescher, a alta incidência de granizo contribuiu para o atraso. As equipes de campo priorizaram o atendimento a associados com lavouras atingidas. “A concentração dos trabalhos no socorro aos produtores acabou postergando a conclusão do levantamento”, afirmou.
Com a apuração encerrada, falta a conciliação final dos números, empresa por empresa. O trabalho está previsto para a primeira semana de janeiro. Só depois disso será definida a agenda de reuniões para a formação do preço médio da safra.
O presidente da Afubra afirmou ainda que produtores que venderem o tabaco antes da definição da tabela não terão prejuízo. O valor será complementado posteriormente, conforme o índice de correção acordado entre as entidades representativas e as empresas.
A comissão representativa dos produtores é formada pela Afubra, pelas Federações da Agricultura do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná (Farsul, Faesc e Faep) e pelas Federações dos Trabalhadores Rurais dos três Estados (Fetag, Fetaesc e Fetaep).




