Um agricultor de 48 anos morreu após ser atingido por um disparo durante uma ação da Brigada Militar na zona rural de Pelotas na madrugada desta quinta-feira (15). A ocorrência foi registrada por volta das 3h, durante uma operação policial que buscava suspeitos de envolvimento em sequestros.

De acordo com informações apuradas por GZH Zona Sul, equipes da Brigada Militar cercaram uma residência rural onde estaria um possível alvo da investigação. No local estava Marcos Noremberg, produtor rural e feirante, que não era investigado pela polícia.
Com a movimentação ao redor da casa, Noremberg teria acordado e, acreditando se tratar de um assalto, pegou uma arma ao ser abordado. Segundo relato dos policiais à Polícia Civil, houve troca de tiros durante a entrada na residência. O agricultor foi atingido por um disparo efetuado por um policial militar e morreu no local.
Esposa diz que casal acreditou se tratar de assalto
A esposa da vítima, Raquel Noremberg, que estava na casa no momento da ação, afirmou em entrevista concedida à GZH Zona Sul que o casal só percebeu se tratar de uma operação policial após os disparos. Segundo ela, ambos acordaram com o barulho dos cães e com pessoas ao redor da residência exigindo a abertura da porta.
Ainda conforme o relato, a situação se desenrolou em poucos segundos. A porta foi arrombada e os tiros começaram logo em seguida. Somente depois, segundo a esposa, ficou claro que se tratava de policiais.
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Governador defende apuração rigorosa do caso
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, comentou o episódio durante entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira (15). Ele afirmou que a Corregedoria da Brigada Militar deve conduzir uma apuração rigorosa para esclarecer as circunstâncias da operação.
Leite destacou que a Brigada Militar é uma corporação estruturada e preparada, mas reconheceu que falhas podem ocorrer e que eventuais erros precisam ser identificados e responsabilizados, com caráter pedagógico dentro da instituição.
Polícia Civil investiga motivação da ação
A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar o caso. O delegado César Nogueira, titular da 2ª Delegacia de Polícia de Pelotas, informou à GZH Zona Sul que os policiais militares envolvidos ainda serão ouvidos e que, neste momento, não há detalhes conclusivos sobre a informação que motivou a entrada na residência.
Segundo o delegado, a investigação vai apurar se a denúncia que embasou a ação foi devidamente checada e se os procedimentos adotados foram compatíveis com o protocolo operacional.
Até a publicação desta reportagem, a Brigada Militar não havia divulgado nota oficial sobre a ocorrência. O caso segue sob investigação da Polícia Civil e da Corregedoria da corporação.



