A cólica renal é uma das dores mais intensas atendidas nos serviços de urgência. Afeta, em geral, adultos entre 20 e 50 anos e é mais comum em homens. A cada três pacientes do sexo masculino, uma mulher apresenta o problema.

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A dor surge em crises, com picos fortes e intervalos de alívio. Na maioria dos casos, obriga o paciente a buscar atendimento médico para controle imediato com medicação na veia.
Segundo o urologista Rafael Fraga, a causa mais frequente é o cálculo renal. A pedra se forma no rim e, ao se deslocar, pode obstruir o ureter, canal que leva a urina até a bexiga. Esse bloqueio provoca dilatação do rim e redução do fluxo de sangue no órgão, o que gera dor intensa.
Além da obstrução, a distensão da cápsula renal, membrana que envolve o rim, contribui para as crises dolorosas. O quadro é considerado uma urgência urológica.
Nem toda dor na região dos rins, porém, indica cálculo. Inflamação do apêndice, tumores intestinais e doenças ginecológicas também podem causar dor semelhante. O ureter tem cerca de 25 centímetros e pode ser comprimido por outras estruturas, dificultando a saída da urina.
Por isso, o diagnóstico é essencial. Exames de imagem, como a ecografia, ajudam a identificar a dilatação do rim e a presença da pedra.
O tratamento depende do tamanho do cálculo. Pedras de até 4 milímetros costumam ser eliminadas espontaneamente. Cálculos maiores, como os de 7 ou 8 milímetros, geralmente exigem intervenção para fragmentação e liberação do fluxo urinário.
A prevenção passa, sobretudo, pela hidratação. Mulheres devem ingerir cerca de 2 litros de água por dia. Para homens, a recomendação varia entre 2 e 3 litros. Refrigerantes devem ser evitados, assim como o consumo excessivo de sal e proteínas.
Bebidas cítricas, como suco de limão, laranja e abacaxi, ajudam na prevenção. Elas são ricas em citrato, substância que reduz a formação de cálculos.
A orientação médica é clara: dor lombar persistente não deve ser ignorada. Apenas a avaliação profissional pode definir a causa e indicar o tratamento adequado.



