Uma operação da Polícia Civil prendeu 29 agressores em 24 horas no Rio Grande do Sul, em ação voltada ao enfrentamento da violência doméstica e do feminicídio. A ofensiva ocorreu nesta semana e faz parte de um trabalho contínuo das forças de segurança no Estado.

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Segundo a secretária adjunta da Segurança Pública, delegada Adriana Costa, as prisões resultaram de investigações em andamento e de descumprimentos de medidas protetivas. “Essa operação reflete um trabalho diário, feito pelas delegacias especializadas de atendimento à mulher e também pelas delegacias comuns”, afirmou.
A delegada explicou que prisões por tentativa de feminicídio e por violação de ordens judiciais ocorrem de forma rotineira. A ação concentrada teve como objetivo dar visibilidade ao esforço permanente da segurança pública.
O crescimento da rede de proteção às mulheres é apontado como fator central no enfrentamento do problema. Desde a implementação da Lei Maria da Penha, em 2006, houve ampliação das Delegacias da Mulher, capacitação de policiais e criação da Patrulha Maria da Penha, que acompanha vítimas com medidas protetivas.
Outro instrumento citado é o uso de tornozeleiras eletrônicas para monitorar agressores. Em 2025, segundo a Secretaria da Segurança Pública, 1.528 vítimas foram acompanhadas por sistemas de monitoramento 24 horas. No mesmo período, o botão do pânico foi acionado 8.605 vezes. Não houve registro de casos graves envolvendo mulheres inseridas no programa.
Apesar das ações, os números de feminicídio seguem preocupando. O total registrado em janeiro deste ano é semelhante ao do mesmo mês do ano passado. Para a secretaria, a meta continua sendo reduzir os índices até chegar a zero.
A integração entre órgãos é tratada como prioridade. Além da articulação entre Polícia Civil e Brigada Militar, o Estado busca cooperação com prefeituras e com a área da saúde. A estratégia pretende identificar mulheres que procuram postos de saúde, mas não registram ocorrência policial.
Campanhas de conscientização também fazem parte da política de prevenção. A secretária destacou o aumento das denúncias anônimas e citou a campanha “Não se cale. Denuncie”, que incentiva familiares, vizinhos e amigos a acionar a polícia diante de sinais de violência.
Para Adriana Costa, o combate à violência doméstica não é apenas responsabilidade da segurança pública. “É um problema de toda a sociedade. Só com a união do Estado, dos municípios e da população será possível salvar vidas”, afirmou.




