operação policial

Polícia Civil prende cinco suspeitos de envolvimento em assalto com cárcere de 73 horas em Capão do Leão

Investigação aponta divisão de tarefas e uso de violência extrema contra vítimas

A Polícia Civil deflagrou na manhã desta quarta-feira (28) uma operação para desarticular uma associação criminosa suspeita de roubo com cárcere privado em Capão do Leão. A ação é conduzida pela Delegacia de Polícia do município e pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de Pelotas.

Polícia Civil prende cinco suspeitos de envolvimento em assalto com cárcere de 73 horas em Capão do Leão. Foto: Divulgação/Polícia Civil.
Polícia Civil prende cinco suspeitos de envolvimento em assalto com cárcere de 73 horas em Capão do Leão. Foto: Divulgação/Polícia Civil.

Cinco pessoas foram presas até o momento. Os agentes também apreenderam telefones celulares e outros objetos. Ao todo, a Justiça autorizou o cumprimento de 15 medidas cautelares.

A ofensiva é resultado de investigações iniciadas após um assalto ocorrido entre 27 e 30 de dezembro. Na ocasião, uma família foi mantida refém por 73 horas, sob ameaça de armas de fogo. O caso causou forte repercussão na comunidade pela violência empregada.

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Grupo já era investigado por crimes em áreas rurais

Segundo a Polícia Civil, o grupo já era investigado por crimes patrimoniais em áreas rurais de Pelotas e Capão do Leão. Com o último roubo, as diligências foram intensificadas e passaram a focar a atuação estruturada da quadrilha.

As apurações indicam divisão de tarefas entre os integrantes, desde a execução do assalto e vigilância das vítimas até o transporte de veículos roubados para outros Estados e para fora do País. A investigação também aponta o uso de contas bancárias para a rápida movimentação dos valores obtidos.

O objetivo da operação é reunir novas provas, localizar armas usadas nos crimes e recuperar bens das vítimas. A polícia busca ainda apreender equipamentos eletrônicos que possam identificar outros integrantes e colaboradores do grupo.

De acordo com os investigadores, o confinamento prolongado das vítimas era usado como estratégia para atrasar a comunicação do crime e permitir que veículos de alto valor cruzassem fronteiras antes da ação policial.