safra 2025/2026

Primeira rodada de negociação do preço do tabaco termina sem acordo

Reajustes propostos não atingem o índice da variação do custo de produção; entidades aguardam propostas que respeitem a Lei de Integração e garantam sustentabilidade ao produtor

A primeira rodada de negociação do preço do tabaco para a safra 2025/2026 terminou sem acordo após dois dias de reuniões, nos dias 19 e 20 de janeiro, na sede da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), em Santa Cruz do Sul.

Primeira rodada de negociação do preço do tabaco termina sem acordo
Primeira rodada de negociação do preço do tabaco termina sem acordo. Foto: Jorn. Luciana Jost Radtke

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A comissão representativa dos produtores recebeu, de forma individual, seis empresas fumageiras: JTI, BAT, Philip Morris, China Brasil Tabacos, CTA e Universal Leaf. O grupo reúne a Afubra, federações da agricultura (Farsul e Faesc) e dos trabalhadores rurais (Fetag, Fetaesc e Fetaep) do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná. As propostas apresentadas não avançaram na construção de tabelas mínimas consideradas aceitáveis.

Outras empresas do setor — Premium Tabacos, Marasca, Brasfumo, UTC e Alliance One — também foram convidadas, mas não participaram das reuniões. Segundo a comissão, elas alegaram não ter proposta a apresentar neste momento.

Mesmo com o custo de produção apurado em conjunto entre as entidades e cada empresa, o resultado frustrou os produtores. A BAT não apresentou oferta. As demais ficaram abaixo do índice de variação do custo de produção, apontado como referência mínima para qualquer reajuste.

Para a comissão, as propostas estão distantes do necessário para recompor as tabelas. Sem um reajuste que cubra os custos, avalia a representação, a rentabilidade do produtor fica comprometida e a cadeia produtiva se desgasta.

Ao fim da rodada, a comissão afirmou que mantém o diálogo aberto e pretende retomar as negociações em novas datas. A expectativa é que as empresas apresentem propostas que valorizem o produtor integrado e respeitem a Lei da Integração, que prevê a inclusão do índice de variação do custo de produção como base para o reajuste dos preços.

Texto e foto: Jorn. Luciana Jost Radtke

Tags: acordo, Agro, negociação, Safra 2025/2026, Tabaco