Economia

Novo salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago nesta segunda-feira

Dieese estima que a mudança alcance 61,9 milhões de pessoas

O novo valor do salário mínimo, fixado em R$ 1.621, começa a ser depositado na conta dos trabalhadores brasileiros a partir desta segunda-feira, 2 de fevereiro. O montante, que representa um aumento de 6,79% em relação ao ano anterior, aparece no contracheque referente ao mês de janeiro. O reajuste de R$ 103 seguiu a fórmula de correção que soma a inflação do período ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), respeitando o limite de gastos do governo federal.

Novo salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago nesta segunda-feira
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Novo salário mínimo deve ter aumento real limitado a 2,5% acima da inflação

A base do cálculo utilizou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 4,18% somado à variação do PIB. Contudo, devido às regras do arcabouço fiscal — o conjunto de normas que controla as despesas da União —, o aumento real ficou limitado a 2,5% acima da inflação. Para quem recebe por dia, o valor passa a ser de R$ 54,04, enquanto a hora de trabalho passa a valer R$ 7,37.

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O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) estima que a mudança alcance 61,9 milhões de pessoas e injete R$ 81,7 bilhões na economia este ano. Além dos trabalhadores da iniciativa privada, o piso nacional serve de referência para aposentadorias, pensões e o seguro-desemprego. No caso do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), os pagamentos para quem ganha o mínimo começaram no dia 26 de janeiro e seguem até 6 de fevereiro.

As faixas de contribuição previdenciária também foram atualizadas para quem trabalha com carteira assinada. A alíquota mínima, de 7,5%, incide agora sobre salários de até R$ 1.621. Já para os Microempreendedores Individuais (MEI) e profissionais de baixa renda, a contribuição mensal foi reajustada para R$ 81,05. O teto dos benefícios pagos pelo INSS, valor máximo que um aposentado pode receber, subiu para R$ 8.475,55.

Além do salário mínimo, o seguro-desemprego também sofreu alterações, com parcelas que variam entre R$ 1.621 e R$ 2.518,65, dependendo da média salarial do trabalhador demitido. Outro benefício impactado é o salário-família, pago a quem recebe até R$ 1.980,38 por mês; o valor por dependente agora é de R$ 67,54. O governo projeta que o custo extra apenas para a Previdência Social seja de R$ 39,1 bilhões em 2026.

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