A Secretaria da Saúde de São Paulo confirmou, na noite desta quarta-feira (4), a 12ª morte no Estado causada por intoxicação por metanol. A vítima mais recente é um jovem de 26 anos, morador de Mauá, na Região Metropolitana. Com este novo registro, o total de óbitos no Brasil sobe para 17, consolidando o território paulista como o principal foco do surto decorrente de bebidas alcoólicas adulteradas.

Até o momento, o governo daquele estado contabiliza 52 diagnósticos confirmados da intoxicação. O metanol é um tipo de álcool industrial altamente tóxico, frequentemente usado de forma criminosa para baratear bebidas clandestinas. Ao contrário do etanol, presente em bebidas regulamentadas, a ingestão do metanol pode causar cegueira definitiva e falência múltipla de órgãos em curto espaço de tempo, mesmo em pequenas quantidades.
Onde estão as vítimas fatais por metanol em São Paulo
Os óbitos confirmados em São Paulo concentram-se na capital, com quatro vítimas masculinas, seguida por Osasco (3), São Bernardo do Campo (2), Jundiaí (1), Sorocaba (1) e agora Mauá (1). Além dessas, as autoridades de saúde ainda analisam quatro mortes suspeitas nas cidades de Guariba, São José dos Campos e Cajamar. A maioria das vítimas é composta por adultos jovens, com idades variando entre 23 e 62 anos.
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A crise sanitária mobilizou o Ministério da Saúde, que mantém uma sala de situação para monitorar o avanço dos casos e coordenar ações de fiscalização. Operações policiais tentam rastrear a origem dos lotes sem procedência que inundaram o mercado informal desde o ano passado. A recomendação das autoridades é que o consumidor evite produtos sem selo do IPI ou vendidos por preços muito abaixo da média do mercado.




